Laura beliscou um pedaço de fruta, animada.
— Vovó, daqui a pouco ela nem vai conseguir tomar um banho direito. — comentou ela, com naturalidade e um sorriso travesso. — Tem que aproveitar agora. — Pegou uma uva da tigela, girando-a entre os dedos antes de levar aos lábios. — E sobre o Liam ficar com ciúmes… — disse, lançando um olhar cúmplice para Olívia. — Ah, isso ele resolve fácil. — Apoiou o queixo na mão, mal escondendo a malícia leve. — É só a minha cunhadinha colocar uma lingerie matadora e dançar pra ele. — O sorriso se abriu, elegante, divertido. — Ela acalma a ferinha rapidinho.
Olívia ficou imediatamente sem jeito, o rosto corando de leve. A mão dela desceu até o guardanapo como se quisesse se esconder atrás de qualquer gesto possível. O sorriso educado virou um sorriso tímido, quase nervoso, e ela desviou os olhos para o prato, sem saber exatamente onde colocar o olhar.
Olga arregalou os olhos antes mesmo de perceber que tinha feito isso, a mão parando no ar.
— Laura! — exclamou, espantada. — Pelo amor de Deus, menina… falar isso na mesa?
Laura apenas ergueu uma sobrancelha, nada arrependida.
Érica, por sua vez, ajeitou o colar com aquele gesto elegante que sempre fazia antes de disparar uma crítica.
— Laura, minha filha… — começou, com o tom de desaprovação perfeitamente treinado. — Você estudou em escolas caríssimas. Isso não são modos. — Suspirou, olhando para a filha como se fosse um enigma insolúvel. — Eu ainda me pergunto a quem você puxou.
Laura sorriu devagar, aquele sorriso de quem estava prestes a devolver na mesma moeda.
— O DNA da senhora e do meu pai corre nas minhas veias. Não tem como fugir dele. — disse Laura com um sorriso curto, firme.
— E é muito prático colocar a filha num internato enquanto se viaja e faz compras pelo mundo. — completou, fazendo um leve aceno de cabeça, educado demais para não ser provocação.
O comentário caiu como um fio de seda afiado. Olga suspirou. Érica firmou a coluna. Felipe apoiou a xícara na mesa com um leve tic, como quem estava prestes a derrubar uma verdade inconveniente no centro da mesa.
— Liam sabe se divertir muito bem quando quer. — disse, sem erguer o olhar. — Principalmente nas viagens dele.
Então virou o rosto para Laura, com ironia medida.
— E a Laura… — completou, num tom quase simpático demais para ser sincero. — Sempre foi uma rebelde sem causa. Não me surpreende nem um pouco esse jeito dela.
Frederico ergueu o olhar para o filho.
— Você fala do Liam, mas fez igual. — disse, seco. — Mas, curiosamente, sempre é a mulher que paga a conta no final.
Érica se ajeitou, respirando fundo, como quem está acostumada com farpas daquele tipo.
Olívia observou tudo em silêncio. Aquela família parecia um tabuleiro vivo e cada frase, uma peça movida.
— Laura… — disse por fim. — Vou chamar a Ísis pra ir com a gente. Assim vocês se conhecem pessoalmente.
Os olhos de Laura brilharam.
— Perfeito. — disse Laura, inclinando a cabeça de leve, avaliando a ideia. — Se pelo telefone ela já mostrou personalidade… imagina ao vivo... — O sorriso dela veio lento, carregado de certeza. — Nós três vamos nos dar muito bem. Eu sinto. Essa noite promete.
Frederico bebeu um gole de café, aprovando com um aceno curto.
— Muito bem. Vão se divertir. — disse o patriarca, com a tranquilidade de quem dá uma ordem disfarçada de permissão e sabe exatamente o que faz. — Mas nada de confusão. A mídia observa tudo. — avisou. — E o jantar nesta casa é sagrado. Não esqueçam.
Laura revirou os olhos.
— Eu sei, vô. — disse Laura, recostando-se levemente na cadeira com um sorriso curto. — Jantar na mesa, família reunida, semblante civilizado. Já decorei o catecismo Holt.
Frederico segurou o riso.
Por um instante, o salão pareceu suspender o ar.
O vestido delineava as curvas, mas sem exagero. O decote discreto, o caimento elegante e o salto alto.
Olívia sentiu todos os olhares pousarem nela ao mesmo tempo.
Laura abriu um sorriso enorme.
— Olha ela! — exclamou, cheia de brilho. — A grávida mais estilosa do hemisfério norte.
Olívia parou por um segundo, o pé hesitando antes de dar o próximo passo.
O elogio veio como uma onda quente… mas trouxe, junto, um rubor involuntário às bochechas.
Ela desviou o olhar para a própria roupa e tocou de leve na parte inferior da barriga.
— Ai, Laura… — murmurou, meio sem jeito, sentindo o peso de ser vista de tantos ângulos. — Você está me deixando com vergonha.
Laura riu.
— Vergonha do quê, cunhadinha? Você está maravilhosa!
Olívia respirou fundo, tentando se recompor, e finalmente ergueu o olhar. Quando abriu a boca, a sinceridade escapou antes de qualquer filtro.
— Sério… você acha que está bom? — perguntou, ajeitando a lateral do vestido com a palma da mão. — Porque agora eu sou mãe… e, como o Liam insiste em dizer… esposa de bilionário

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato
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Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...
Sera que existe liam na vida real super protetor?...
Liberem os próximos capítulos super ansiosa.... Liam e ta surpreendendo depois de ser tão mulherengo.......
195 desbloqueio da sequência desses capitulos...
Estou tento de ansiedade 🥺esperando o próximo episódio...