RUBI MONTENEGRO
Chegamos ao hospital e fui imediatamente levada para fazer uma nova ressonância magnética. Ares não soltou a minha mão até o último segundo permitido pelas enfermeiras.
Depois do exame, sentamos lado a lado no consultório do Dr. Evant, aguardando o veredito. Ares balançava a perna de forma impaciente, claramente tão ansioso quanto eu.
Finalmente, a porta se abriu e o médico entrou com um sorriso largo e tranquilizador no rosto, segurando os resultados nas mãos.
— Tenho excelentes notícias para o casal — o Dr. Evant anunciou, sentando-se na sua cadeira. — Analisei as imagens com cuidado. O coágulo desmanchou completamente. Não sobrou absolutamente nada. O inchaço sumiu, e todas as suas funções neurológicas estão em perfeito estado, Rubi.
Soltei um suspiro tão profundo que senti meus ombros caírem.
— Isso quer dizer que...
— Quer dizer que você está cem por cento curada — o doutor confirmou, me entregando a alta médica. — O período de repouso absoluto acabou. Você pode voltar à sua rotina normal e a todas as suas atividades diárias sem nenhuma restrição.
Nós agradecemos ao médico repetidas vezes. Ares parecia que a qualquer momento ia comprar o hospital inteiro para o Dr. Evant como forma de gratidão.
Deixamos o prédio e o dia parecia mais brilhante. Quando chegamos ao estacionamento, Ares abriu a porta do passageiro do carro para mim e, em seguida, deu a volta, sentando-se no banco do motorista.
Ele ligou o motor, mas não acelerou. Em vez disso, virou o corpo na minha direção, apoiando o braço no volante.
— E então, esposa? — ele perguntou, com um sorriso de canto. — O que você gostaria de fazer agora que está totalmente recuperada e o seu repouso acabou?
Pensei por um segundo, animada com as infinitas possibilidades.
— Bom... eu quero voltar ao trabalho, é claro! — respondi de imediato. — Preciso falar com o Domênico sobre a campanha de outono, agendar novas fotos, ver os figurinos...
Ares assentiu devagar, mas o sorriso dele diminuiu um pouquinho.
— Certo. Trabalho. E o que mais?
— Mais... — bati o dedo no queixo, pensativa. — Ah! Quero conhecer a casa da Tina! Agora que ela já conhece a minha, acho que seria muito legal fazer uma visita para ela.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!