ARES BECKETT
A pequena recepção que preparamos na estufa de vidro estava em andamento. Apenas nós, uma música suave ao fundo, taças de champanhe e as pessoas em quem Rubi realmente confiava.
Eu não conseguia tirar os olhos da minha esposa. Rubi estava radiante, conversando animadamente com Valentina perto da mesa do bolo.
Enquanto eu a observava, senti uma mão gentil tocar o meu braço. Me virei e encontrei Mary, com os olhos ainda vermelhos de tanto chorar durante a cerimônia, segurando um lencinho bordado.
— Senhor Ares... Eu não tenho palavras para dizer o quanto estou feliz hoje. Estou tão feliz que o senhor finalmente tomou jeito na vida.
Sorri de canto.
— Obrigado, Mary. Eu também estou feliz. Como nunca estive antes.
Ela apertou o meu braço, sorrindo com ternura.
— Os seus pais também estariam muito orgulhosos do homem que o senhor é hoje, se pudessem vê-lo. E eles amariam a menina Rubi.
Agradeci a Mary com um aceno respeitoso, deixando que ela fosse se sentar para aproveitar o jantar. Respirei fundo e decidi que já havia dividido a atenção da minha esposa por tempo demais.
Caminhei até Rubi e Valentina. Sem pedir licença, envolvi a cintura da minha mulher com possessividade e a puxei delicadamente para mim.
— Com licença, Valentina, mas vou roubar a minha esposa para uma dança — anunciei, guiando Rubi para o centro do salão antes mesmo que a amiga dela pudesse protestar.
Rubi riu, passando os braços ao redor do meu pescoço enquanto começávamos a nos mover lentamente no ritmo da música. O corpo dela colado ao meu era a sensação mais perfeita do mundo.
Enquanto dançávamos, a expressão dela ficou um pouco mais séria e ela suspirou.
— Ares... me desculpe por ter pensado que você e a Tina estavam tendo um caso — ela murmurou, parecendo realmente envergonhada. — Eu fui uma boba.
Franzi a testa, confuso com o pedido de desculpa dela.
— Por que você pensaria um absurdo desses, Rubi?
— Ah, qual é! — ela rebateu, me olhando nos olhos. — Eu vi vocês dois juntos no carro no domingo. A Tina parecia estar escondendo algo de mim, e você disse que ia trabalhar naquele dia. Vocês estavam cheios de segredos e sumiços.
— Mocreia?
— Foi um apelido que ela me ensinou.
Rubi jogou a cabeça para trás, rindo tão alto e gostoso que a indignação quase desapareceu. Ela encostou a testa no meu peito, ainda rindo da minha cara de tacho.
— Ai, meu Deus... Deve ser porque é muito fácil te enganar, senhor Beckett. Você foi feito de bobo pela minha melhor amiga.
Apertei a cintura dela com mais firmeza, puxando o seu corpo para colar ainda mais no meu, fazendo-a arfar de surpresa. Abaixei o rosto até a orelha dela, sentindo o cheiro doce do seu perfume.
— Você acha engraçado, esposa? — sussurrei, a minha voz saindo rouca e perigosamente baixa, fazendo um arrepio visível subir pelo pescoço dela. — Pois saiba que, esta noite, você vai pagar muito caro por rir de mim.
Rubi engoliu em seco, o riso morrendo nos lábios dela, substituído por um desejo ardente que espelhava o meu.
— É uma ameaça? — ela desafiou em um sussurro ofegante.
— É uma promessa — sorri maliciosamente, pronto para levá-la embora dali e começar a nossa maravilhosa noite de núpcias.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!