ARES BECKETT
O som das ondas quebrando na areia branca era a única trilha sonora da nossa tarde. O sol aquecia a minha pele, mas nada se comparava ao calor do corpo de Rubi colado ao meu.
Estávamos deitados na enorme toalha que eu havia estendido na praia. Eu estava de costas para a areia, com um braço ao redor dos ombros da minha esposa, mantendo-a deitada contra o meu peito. Os dedos dela desenhavam círculos preguiçosos e invisíveis no meu abdômen, me deixando em um estado de relaxamento profundo.
Fechei os olhos, respirei fundo o cheiro doce do protetor solar junto ao perfume dela. Acho que nesse instante sou o homem mais sortudo e invejado do planeta. Eu tinha o mundo inteiro bem ali, nos meus braços.
Mas a paz e o relaxamento duraram pouco.
Senti Rubi se mover. Ela parou de fazer carinho e escorregou lentamente para fora do meu abraço. Abri os olhos, confuso.
Os olhos castanhos de Rubi brilhavam com uma malícia sombria, travessa e completamente sedutora. Um sorriso perigoso brincava no canto dos seus lábios.
— O que você está aprontando, senhora Beckett? — perguntei, com a minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia.
— Você disse que íamos descansar, conversar e aproveitar o paraíso, não foi? — ela sussurrou, a voz macia como veludo. — Eu estou apenas aproveitando a vista.
Ela continuou a descer. Rubi engatinhou sobre mim, deixando o corpo macio roçar contra a minha pele quente.. Ela se ajoelhou exatamente no meio das minhas pernas.
A minha respiração falhou no mesmo instante.
Com uma lentidão torturante, as mãos pequenas dela seguraram o cós da minha bermuda de banho. Sem pedir permissão, Rubi puxou o tecido para baixo junto com a sunga, libertando a minha ereção pesada e já dolorosamente rígida, expondo-me completamente ao olhar faminto dela.
A expectativa do que ela faria a seguir era alucinante.
— Rubi... — murmurei, em um misto de aviso e súplica.
Ela não disse nada. Apenas inclinou a cabeça, os cabelos escuros caindo como uma cortina ao redor do rosto, e me tomou nos lábios.
E então, o calor sumiu.
O ar frio bateu contra mim novamente com uma violência frustrante. O atrito desapareceu.
Abri os olhos, o peito subindo e descendo descontroladamente, o corpo tremendo em surpresa pela interrupção abrupta. Olhei para baixo.
Rubi estava sentada sobre os calcanhares entre as minhas pernas. Ela passou a língua pelo canto da própria boca, me olhando com uma expressão travessa.
Meu corpo implorava por alívio. Tentei alcançar a cintura dela para puxá-la de volta, mas ela recuou o suficiente para escapar das minhas mãos.
Ela abriu um sorriso vitorioso, perfeitamente ciente do estado de desespero em que havia me deixado.
— Eu só continuo se você implorar com jeitinho, senhor Beckett — ela sussurrou, com os olhos brilhando de puro sadismo e diversão.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!