RUBI MONTENEGRO
A secretária de Ares tentou se levantar quando me viu sair do elevador no último andar.
— Sra. Beckett, o Sr. Ares está em uma conf...
Ignorei e empurrei a porta.
Ares não estava em conferência. Ele segurava um copo de uísque, ergueu os olhos e sorriu de canto para mim.
— Você demorou mais do que eu esperava. O trânsito deve estar horrível perto da empresa do seu... amigo.
— Seu monstro! — Gritei, jogando minha bolsa no sofá e caminhando até a mesa dele. — Como você pôde? Você quer destruir a vida de um homem honesto só por capricho!
— No mundo real, vence quem tem mais poder. E eu avisei a ele. Eu avisei a você.
— É tudo mentira! — Bati as mãos na mesa dele. — Os documentos, as denúncias... você forjou tudo!
— E quem vai provar? A opinião pública já o condenou. Os investidores já fugiram. Em uma semana, a Bane Fashion será apenas uma nota de rodapé triste na história da moda. A menos que...
Ele deixou a frase no ar, suspensa como uma isca.
Estreitei os olhos. Quando vim aqui eu já sabia que havia um "a menos que". Ares nunca fazia nada sem um objetivo.
— O que você quer, Ares? — perguntei entre dentes sem disfarçar meu ódio. — Qual é o preço para você parar essa loucura?
Ele contornou a mesa e parou na minha frente, me obrigando a erguer o queixo para encará-lo.
— Posso fazer tudo desaparecer — ele sussurrou, levantando a mão para tocar uma mecha solta do meu cabelo. — Um telefonema meu, e a "investigação" descobre que os documentos eram falsos. Eu limpo o nome dele. Restauro o crédito. Salvo o seu precioso amiguinho da falência.
— Em troca de quê?
Ares deu mais um passo, colando o corpo dele no meu. Ele apoiou as mãos na borda da mesa, uma de cada lado do meu quadril, me encurralando.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!