ARES BECKETT
Chegamos ao quarto do hotel depois de muito constrangimento e tentação. Rubi passou metade do trajeto no táxi cantando, e a outra metade com o rosto escondido na curva do meu pescoço, respirando quente contra a minha pele de um jeito que me fazia suar frio.
Assim que entramos na nossa suíte, suspirei de alívio. Caminhei direto para a cama pronto para depositá-la sobre os lençóis.
Mas, assim que tentei abaixá-la, as mãos dela, que estavam em volta do meu pescoço, deslizaram rapidamente para baixo e agarraram a minha gravata.
— Eu quero te beijar de novo, Ares.
— Nós podemos falar sobre essa sua vontade amanhã, quando você estiver sóbria.
Tirei a gravata das mãos dela com cuidado e desci para perto dos seus pés.
Desfiz as fivelas delicadas dos saltos que ela usava e os coloquei no chão.
— Seria muito bom se você pudesse pelo menos tomar um banho rápido e se trocar para algo mais confortável — sugeri, enquanto tirava o segundo sapato.
— Estou muito confortável com a minha roupa, obrigada.
— Nesse caso, tudo bem. Durma como quiser. — Fui até o frigobar, peguei uma garrafinha de água e voltei para a beirada da cama. Destampei a garrafa e estendi para ela. — Beba isso. Vai me agradecer amanhã.
— Não estou com sede.
Ajoelhei-me no chão ao lado da cama para ficar na altura do rosto dela.
— Rubi, pelo amor de Deus, você pode tentar não me contrariar só por três minutos na sua vida?
Ela bufou alto, pegou a garrafa da minha mão e bebeu metade do líquido de uma vez só, batendo o plástico na mesa de cabeceira em seguida.
— Satisfeito, papai? — ela provocou.
Ignorei o tom atrevido.
— Muito. Agora, deite e durma.
Ela balançou a cabeça no travesseiro.
— Só durmo se você deitar também.
— Preciso tomar banho antes.
— Mentira. Você tá muito cheiroso. Eu senti o cheiro quando você me carregou.
Não consegui evitar uma risadinha baixa.
— Ok, você venceu. — Vou tomar banho assim que ela pegar no sono.
Tirei o meu paletó, desfiz os dois primeiros botões da minha camisa e deitei de costas na cama.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!