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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 105

Peguei as mãos dele gentilmente. E o encarei:

— Eu não era rede social. Eu estava ali, do seu lado. E eu nunca quis gratidão, mesmo tendo pago a sua faculdade.

Michael ficou me olhando, em silêncio, sem dizer nada. Olhou para minhas mãos nas dele e depois voltou o olhar para mim de novo:

— Você disse... que pagou a minha faculdade?

— Sim, foi eu que paguei. Lembra quando reclamava que eu não tinha tempo para você, que trabalhava demais? Era isso que eu fazia. Juntava dinheiro para poder te ajudar. Ou você imaginou que eu amava ser freelancer de babá durante as noites dos finais de semana?

Michael soltou as mãos das minhas e abaixou a cabeça, atordoado.

— Por que você não me contou? — sua voz soou carregada de fúria.

— Porque eu não queria gratidão. Eu só queria que você realizasse o seu sonho. E depois de tudo que aconteceu, percebo que agi certo. Se você soubesse, teria me pedido em casamento por gratidão. E eu mereço muito mais do que isso.

— Isso... não é justo. Você dedicou parte da sua vida, do seu descanso... por mim?

— Acho que é isso que amigos fazem, Michael. Se preocupam e querem que o outro seja feliz.

— Eu já comecei a minha residência. E te pagarei. Juro que pagarei tudo que investiu em mim.

— Eu não preciso do seu dinheiro. Guarde para algo melhor. Como eu disse, fiz por amizade. Nunca quis nada em troca.

— Fê... — os olhos dele lacrimejaram — por favor, me dê outra chance. Eu te amo. E sei que a gente pode ser feliz junto.

— Eu estou feliz, Michael. O que eu sinto por Enzo jamais senti por outra pessoa. E... mesmo que Enzo e eu não fiquemos juntos, o que é bem provável... ainda assim o amarei, com toda a força do meu coração. Não é isso que sinto por você. Não foi isso que senti por você. Não foi amor. Eu me confundi. E sinceramente, me machuquei com a sua decisão de pedir Letícia em casamento. Mas se não fosse isso... eu jamais teria conhecido Enzo e...

Toquei meu ventre, de forma involuntária. E senti minha barriga saliente, pela primeira vez. Discretamente passei os dedos pela lateral da calça e percebi que não havia espaço para uma grama a mais.

Eu tinha pouco tempo. E sabia que o conto de fadas acabaria. Na minha história não tinha espaço para príncipes. Eu já tinha comido a maçã e quando fosse colocada no caixão de vidro, nada nem ninguém me libertaria de lá.

E eu não me importei com o que viria depois. Meu bebê estava ali. Para sempre eu carregaria um pedacinho de Enzo. E ficaria com a prova de que tudo foi real e não uma ilusão da minha cabeça.

Talvez fosse injusto privar meu bebê de todo dinheiro do Enzo. Mas eu não tinha sombra de dúvida de que meu filho ou filha seria feliz e não lhe faltaria amor. Enzo também seria um ótimo pai. Mas eu sabia que ele jamais acreditaria que a gravidez não foi de propósito. E perder a minha criança para ele não estava nos planos.

Um serzinho se desenvolvia dentro de mim. E quando saísse, precisaria de cuidados. Cuidados que só eu poderia dar. Imaginei o que eu sentia por meu filho. Se eu amava Davi com todas as minhas forças... poderia sentir algo ainda mais forte pelo meu próprio filho?

Olhei para Michael. E ele nunca me pareceu tão insignificante na vida.

— Você disse cinco minutos. E tomou vinte minutos do meu tempo. E para mim, tempo é dinheiro. Agora me deixe em paz.

— Eu vou te reconquistar, Fê. Não aceitarei te perder para um estranho.

Eu não te amo (II) 1

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