Entrar Via

A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 109

POV Enzo

Eu realmente tinha que ter viajado para Noriah Norte. Mas consegui protelar um pouco mais a obrigação. Ficar longe de Davi e Maria Fernanda por um dia inteiro era impossível. E cada vez mais eu me convencia de que deixar a presidência da empresa era o melhor a fazer.

E a viagem que deveria me fazer voltar à noite ou no dia seguinte não só sequer saiu do papel, mas também reduziu meu tempo na H&A naquele dia.

Cheguei a tempo de pegar Davi na escola e levá-lo para a natação.

— Papai, papai... você veio me buscar! — Davi correu na minha direção e o ergui para o alto, como ele adorava.

Depois recebi um abraço apertado, daqueles que me fazia querer que o mundo parasse para que ele não crescesse e pudesse caber sempre nos meus braços, protegido, meu.

— Hoje vou te levar até a aula de natação. — expliquei.

— E a Maria?

— Ela estará em casa, esperando por você quando chegar.

Levei-o para o carro no colo. Quando o botei no banco de trás e ajustei o cinto, Davi perguntou:

— Ela vai me buscar na próxima semana, não é mesmo?

— Não gostou que eu vim? — perguntei, enquanto ligava o carro e me movimentava em direção ao próximo destino. — Resolvi fazer isso porque quero ficar ainda mais tempo com você.

— Eu gostei que você veio, papai. Fiquei muito, muito feliz. Só que eu não gosto de ficar longe da Maria. Na verdade, eu queria ficar com ela para sempre, o dia e a noite... e também nos domingos.

Ah, filho, eu também queria muito isso!

— Prometo que em breve isso irá acontecer. E Maria ficará conosco... ainda mais tempo.

— E poderemos ir com ela aos domingos ver o tio Will e o vovô Elói?

— “Tio” e “vovô”? De onde você tirou isso, Davi? — perguntei, olhando-o pelo espelho retrovisor.

— Eles disseram que se eu quisesse, poderia chamá-los assim.

— Mas não acho que isso seja... prudente.

— Concordo, papai — ele tentou piscar um olho — hoje eu perguntei para a professora como devo chamar o pai e o irmão da minha futura esposa. E ela disse que devo chamar de cunhado e sogro.

Estreitei os olhos, surpreso:

— Falou isso com a sua professora?

— Sim, falei. Porque isso me preocupa muito.

— O que o preocupa?

— Tudo... tudo que tem a ver com a Maria. Tenho medo de ela não me esperar e ficar com outro homem.

Engoli em seco. Aquele rival era bem difícil de manter longe. E não passava pela minha cabeça fazer qualquer coisa contra ele. Eu sempre fui muito ciumento com tudo na vida. E dizer que não senti um leve ciúme de ouvir Davi falando aquilo seria mentir para mim mesmo. Mas o sentimento de impotência foi maior. Eu queria poder evitar a decepção dele.

— Você entende que a Maria é bem mais velha do que você, não é mesmo?

— Eu já fiz os cálculos. Foi como uma historinha matemática. Usei desenhos de maçãs.

— Desenhos de maçãs?

— Fiz vinte e três maçãs e risquei sete. Sobraram dezesseis maçãs.

Espera aí... meu filho estava fazendo cálculos usando maçãs? E queria dessa forma saber a quantidade de anos que o separava de Maçãzinha?

Maria Fernanda sonhava em ser a Branca de Neve. Duvido que passou pela sua cabeça que seria a madrasta.

— Deveria ter riscado seis. Essa é a sua idade. Aliás, faz pouco tempo que você completou seis anos.

— Prefiro fazer de conta que já tenho sete. Isso me dá um ano de vantagem. — sorriu, de forma travessa.

— São... muitas maçãs de diferença. — o olhei brevemente. — Não acha dezesseis maçãs demais?

— Não acho não. É o mesmo número de maçãs que você tem de diferença dela.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO