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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 110

O jantar foi um fracasso. Davi me ignorou e se recusou a falar comigo. Maçãzinha ficava o tempo todo tentando contornar a situação. Eu, que tinha planos para nós dois, optei por arcar com as consequências da atitude que tive com o meu filho, sofrendo em arrependimento.

Como a minha decisão ridícula de mantê-lo menos tempo com Maria Fernanda já tinha sido tomada, optei por não voltar atrás. Mudar minhas ordens seria admitir que eu não tinha autoridade sobre ele.

Quando os dois foram para o quarto, decidi acompanhá-los. Maçãzinha botou Davi na cama e me aproximei, dando-lhe um beijo.

— Boa noite. E eu te amo. — disse.

— Estou bravo com você.

— Eu sei. Mas ainda assim eu te amo.

— Maria, você ficará comigo até eu adormecer? — olhou de soslaio para mim, numa nítida provocação.

— Claro, meu amor.

— Você também é o meu amor. — levantou a cabeça e deu um beijo nela.

E eu? Eu era o amor de quem?

Respirei fundo e virei as costas, lembrando que aquilo não era uma competição e que eu precisava começar a lidar com aquilo de forma natural. Desde que nasci eu competi, fosse por atenção do meu pai, por amor da minha mãe.

Depois da morte do meu pai e da herança ficar com Zadock, passei a competir de forma mais aberta e acirrada. E as competições não pararam por aí. Teve Amanza, o velho patriarca Harlow, o meu primo bastardo...

Eu não podia competir com o meu filho. Ocupávamos lugares diferentes no coração de Maria Fernanda. Ele era uma criança. Eu o adulto. Ok, meu terapeuta ficaria orgulhoso da forma como pensei.

Lugares diferentes no coração de Maria? Porra, eu nem sabia se ocupava um lugar no coração de Maçãzinha. Será que ela só estava me usando sexualmente? E se fosse, eu me importava? Tudo que eu queria nos últimos dias era estar dentro dela. E naquele momento, enquanto me escorava na parede, ao lado da porta, esperando que ela deixasse o quarto do meu filho, só comprovou o quanto eu estava totalmente louco por ela.

Assim que Maçãzinha saiu pela porta, parou e me encarou. Ficamos um tempo sem falar nada. Mas eu percebi a respiração dela ficar mais acelerada. Não sei o que passava pela mente daquela mulher naquele momento. Na minha passavam mil coisas. E em todas elas estávamos os dois numa cama.

— Obrigada pelas flores. — sorriu — Foi muito gentil.

— Posso te dar um jardim inteiro. Ou uma floricultura.

Ela riu:

— Sempre exagerado! — meneou a cabeça — não é sobre a quantidade... é sobre o que você quis expressar. Um buquê seria suficiente. Eu teria amado da mesma forma.

— Devo mandar jogarem tudo fora e comprar só um buquê? De qual flor prefere que ele seja feito?

Maçãzinha mordeu o lábio e tentou disfarçar um sorriso:

— Não quero que jogue nada fora. Nem quero que me dê um buquê novo. Amei a surpresa. Amei... tudo. E embora eu não tenha ficado com a Ferrari e o fastfood, amei também. Eu amo... tudo... que você... faz.

— Eu sempre tenho a impressão de que tudo que eu lhe dou ainda é pouco.

— É o suficiente, Enzo. É muito mais do que eu poderia querer na minha vida.

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