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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 130

CAPÍTULO 93. UM RELATO NÃO MUITO FIEL AOS FATOS

— Meu filho não faz uso de medicações para dormir. Eu estava viajando a trabalho quando fui informado sobre o acidente que ocorreu com ele. — levantei — Alguém irá para a cadeira, doutor. E ainda hoje. Mas antes, quero ver o meu filho. Imediatamente. E se você me impedir, mandarei botar fogo na porra desse hospital. — falei, entredentes, alterando o tom de voz.

— Vou levá-lo até Davi. — ele finalmente levantou a porra da bunda da cadeira.

Quando passamos pela porta, parei de frente para Aayush. Ele abaixou a cabeça. Já sabia a merda que tinha feito e que haveria consequências.

— Eu quero notícias da minha esposa, Aayush. Agora! Você é capaz de fazer isso ou, mesmo eu te pagando um salário milionário, terei que fazer isso sozinho?

— A senhora Maria Fernanda estava realizando alguns exames — explicou, fugindo do meu olhar — ela estava lúcida o tempo todo. Eu a trouxe... pessoalmente. — pela primeira vez na vida eu vi Aayush hesitante.

— Vou ver Davi. Me espere porque assim que eu me certificar de que ele realmente está bem, vou querer saber tudo o que aconteceu. E o motivo pelo qual você deixou chegar nesse ponto.

— Senhor... eu sinto muito.

— Agora não adianta sentir, Aayush. Você tinha somente uma função: cuidar da minha esposa e do meu filho. E, horas depois da minha partida, me liga e diz que os dois estão no hospital e que é grave.

— Eu continuo sentindo muito, senhor. — finalmente me encarou.

Tentei manter a calma. Eu não queria perder um minuto sequer com qualquer assunto que não fosse o meu filho.

Acompanhei o médico e assim que tive acesso ao quarto do meu filho, parei na porta, imóvel. Davi estava sentado na cama, com um acesso ligado ao braço, sob medicamento intravenoso. Os olhos estavam avermelhados, a pele pálida e o lado esquerdo do rosto coberto com os pontos visíveis e do outro lado um grande curativo.

Shirley levantou-se do sofá assim:

— Senhor...

Ergui o braço, para que ela se calasse. Davi, assim que me viu, lacrimejou os olhos e disse, com a voz de alívio:

— Papai...

Praticamente corri até a cama e o abracei, cuidando com o acesso no seu braço. Demorei a soltá-lo, porque a impressão que eu tinha era de que, enquanto estivesse nos meus braços, eu conseguia protegê-lo.

— Como você está? — perguntei, alisando os cabelos dele — Sente dor?

Ele negou com a cabeça.

— Davi está recebendo analgésicos de forma intravenosa, pois o efeito é mais rápido — o médico explicou.

Fiquei alguns minutos com ele, tentando não perguntar o óbvio: o que aconteceu e como havia ficado naquele estado.

Meu filho pegou a minha mão e disse, abaixando a cabeça:

— Me desculpe, papai. — a voz soou fraca demais.

Levantei o queixo dele e questionei:

— Como isso aconteceu, meu filho?

Não levantou os olhos, mas respondeu:

— Você disse que quando eu fizesse a barba... poderia me casar com a Maria.

Suspirei, me sentindo culpado. Sim, eu havia dito algo sobre aquilo. Mas jamais passou pela minha cabeça que Davi fosse interpretar minha fala no sentido literal.

— Filho... você não devia ter feito isso. Olhe o resultado! Por que não falou com o papai a respeito?

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