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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 131

Assim que vi Aayush no corredor, não hesitei e peguei-o pelo colarinho, esbravejando:

— Eu te dei uma única função, Aayush...

— E eu sinto muito, senhor Enzo. Sei que fui culpado. Eu deveria... ter ficado o tempo todo junto com o menino Davi.

O soltei, com força:

— Não, você não precisava ficar o tempo todo ao lado de Davi. Para isso eu pago Shirley. Mas... onde você estava quando Maria Fernanda caiu da escada?

Ele não disse nada.

— Por que você não me disse a porra da verdade?

— Depois da segunda vez tentei ligar novamente para o senhor, mas o telefone estava fora de área.

Não consegui conter o sarcasmo ao dar uma risada sem humor:

— Talvez seja porque eu estava a 40.000 pés de altura, usando o Wi-fi de uma aeronave com conexão via satélite que decidiu ter problemas.

— Então... foi por isso que não consegui a ligação.

— Você deveria ter dito o que estava acontecendo na primeira vez que me ligou. — passei as mãos pelos meus cabelos, nervosamente.

Encarei Aayush e olhei no relógio:

— Você tem dois minutos para me dizer porque meu filho foi dopado com Zolpidem e como minha esposa caiu da escada.

— Zolpidem? — ele me olhou, surpreso.

— Havia Zolpidem na urina e no sangue do meu filho.

Aayush perdeu a voz.

— Me diga a porra que aconteceu na minha casa nas poucas horas em que estive ausente e deixei tudo aos seus cuidados. — falei, entredentes.

— Eu estava no escritório. Levei em conta que o menino Davi tem uma babá que é responsável por ele e Maria Fernanda é adulta e tem liberdade de andar pela casa. Ouvi gritos e quando cheguei ao local, próximo da escada, vi Shirley com Davi no colo. Ele estava ensanguentado. E ao pé da escada encontrei Maria Fernanda, no chão... também sangrando. Pedi uma ambulância. E realmente só veio uma. Shirley fez questão de levar Davi e eu trouxe a sua esposa na sua Ferrari, que era o carro mais veloz que encontrei, já que a próxima ambulância demoraria alguns minutos a chegar.

Respirei fundo. Eu sabia que tinha que ir ver Maçãzinha. Mas eu estava com medo. Muito medo do que eu encontraria. Me certificar de que ela provavelmente havia perdido o bebê seria a pior coisa que me aconteceu desde o atentado contra Davi naquela pista de pouso, há anos atrás.

Senti minhas mãos trêmulas e me escorei na parede:

— Ela... está bem? Me diga que sim, Aayush... ou eu vou matá-lo. — tentei desesperadamente conter a lágrima que ameaçava escorrer pelo meu olho.

Eu estava furioso, e já não tinha mais capacidade de pensar muito. Minha cabeça latejava e corpo estava totalmente enrijecido.

— Ela... ela... a princípio não teve nenhuma fratura. Mas...

Saí da parede onde eu estava recostado:

— O bebê. — eu quis saber — Como está o bebê?

Aayush arregalou os olhos:

— O senhor... já sabia do bebê?

— Sim, eu sabia. E adivinha? Não foi você que me contou, pois é um péssimo informante. Te pedi pouquíssimas informações até hoje e o que você me trouxe? Nada de concreto. Nunca. Porque fui eu que pedi. Aposto que se fosse Zadock, isso não aconteceria, não é mesmo?

Aayush abaixou a cabeça.

— Quero os vídeos. E tudo que as câmeras da casa captaram.

— Eu já pedi essa informação, senhor.

— Ah... alguém te orientou a fazer isso? Ou a sua capacidade resolver apareceu de uma hora para outra? — não me contive. — o que aconteceu na minha casa?

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