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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 133

Mas... se eles queriam brincar de quem traía quem e quem sofria mais... eis que eu estava disposto a entrar no jogo. Inclusive resgatando peças perdidas.

Abri a porta do consultório, sem bater, sem anunciar e deparei-me com os três: Maria Fernanda, Will e o garoto zumbi. Quase a família perfeita. A família que me enganava e subestimava a minha inteligência.

Maria Fernanda me olhou e as lágrimas começaram a rolar pelas suas bochechas. Os olhos estavam avermelhados e usava um jaleco branco, certamente sem nada por baixo, para facilitar o acesso ao pau do garoto zumbi. E o filho da puta tinha um pau tão grande que tinha dito que não iria introduzir tudo.

Por um momento eu quase me deixei levar pelas lágrimas mentirosas dela.

— Como está... o Davi? — a voz dela soou fraca demais, dolorosa.

— Você já deve saber como ele está. — respondi, seco.

— Se eu soubesse... não estaria perguntando.

Ok, o joguinho. Ela adorava jogar e às vezes eu esquecia o quão boa Maria Fernanda era em fingir.

— Ele está fora de perigo. — falei.

— O que... aconteceu?

— Além de meu filho ter sido dopado com Zolpidem? Bem, ele se cortou com uma lâmina afiada e inclusive fez pontos na bochecha, que causaram uma cicatriz que talvez nunca mais saia, porque achou que dessa forma casaria com você.

Ela gemeu e as lágrimas ficaram ainda mais espessas.

Eu não esperava pelo que veio a seguir. Vi o soco antes de senti-lo. Não porque fui rápido, pois claramente não fui. Mas porque o rosto do Will mudou um segundo antes de me golpear com toda a força. Meu maxilar absorveu o golpe e minha cabeça virou o suficiente para me lembrar de que ossos trincavam ou quebravam.

Dei dois passos para trás. E não caí porque me segurei numa mesa estreita que havia num canto.

— Seu filho da...

Ele passou o braço em torno da irmã, puxando-a para ele, como se eu pudesse roubá-la.

Levantei a mão:

— Se você terminar essa frase, vou ter que agir. E você sabe que eu sou muito mais forte que você, Will. — avisei, passando a língua pelo canto da boca e confirmando, mentalmente, que ainda tinha todos os dentes.

O garoto zumbi se aproximou:

— Will não está sozinho.

— Michael, Will, por favor... — Maçãzinha falou, chorosa.

Ah, claro que ela defenderia os dois! Eu, a verdadeira vítima, era tratado como a ameaça. Ótimo. Oficialmente eu fui promovido a vilão das histórias de Maçãzinha.

— Eu te disse que jamais permitiria que a ferisse. — Will novamente levantou o dedo indicador na minha direção, em tom acusatório.

— Acho melhor você organizar uma fila com os homens que magoaram sua irmã — olhei para Michael — e aposto que eu não sou o primeiro.

Meu maxilar latejava. Anotei mentalmente que precisaria de gelo depois. Muito gelo. E de Maçãzinha para colocar cada pedra cuidadosamente no ferimento e me encher de beijos dizendo que tudo ficaria bem.

Então lembrei que ela tinha acabado de transar com o garoto zumbi.

O silêncio ficou denso.

— Mas, se serve de consolo… — toquei o maxilar, fazendo uma careta involuntária — você sabe dar um soco.

Fiquei ali por alguns segundos, respirando fundo, avaliando a dor, a situação e a minha vida em geral. Conclusão preliminar: levei um soco merecido. Sorte: não perdi os dentes. E, aparentemente, estava apaixonado o suficiente para aceitar isso como parte do processo. E para até, de certa forma, ficar orgulhoso do que chamavam de “cunhado”.

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