Meu filho tinha sido dopado e estava machucado. Maria Fernanda tinha caído da escada. E ainda assim... estava ignorando tudo e transando com seu ex filho da puta?
Eu poderia entrar naquela sala e quebrar tudo. Mas seria fácil demais para os dois.
Era hora de Maçãzinha saber com quem estava lidando. E do amante dela virar areia de playground. Eu não seria mais tolerante. Nem bondoso.
Fui saindo dali, com a cabeça baixa, completamente atordoado. E agora... qual a certeza que eu poderia ter de que o filho que ela esperava era meu? E se a conversa que Shirley ouviu realmente fosse verdadeira?
Sim, porque o filho ainda devia estar ali, já que ela estava transando com o médico! Certamente a queda não foi grave. Ou, na melhor das hipóteses, Maçãzinha dopou Davi e fingiu o próprio acidente para que eu não desconfiasse dela.
— Enzo?
Quando ouvi a voz, parei. Eu achava que já tinha chegado no fim do poço. Mas não. Lá estava Will.
Ele correu na minha direção:
— O que houve? Como está a minha irmã?
— Ela está muito bem.
Will suspirou e pôs a mão no peito:
— Ah, que alívio! A enfermeira que me ligou disse que ela pediu por mim e que ainda estavam fazendo alguns exames nela.
Ele me encarou e ficou em silêncio por alguns minutos. Depois perguntou:
— O que aconteceu com a minha irmã?
— O que aconteceu antes eu não sei, Will. Mas agora, a alguns minutos atrás, ela estava perfeitamente bem, já que transava com Michael no consultório dele.
Will franziu a testa. E depois começou a rir. Até que as gargalhadas dele começaram a ser ouvidas por todo o corredor.
— Como você é engraçado, Enzo. — bateu de leve no meu peito.
Olhei a mão dele me tocando, sem consentimento e falei, rude:
— Isso não é uma galhofa, Will. Sua irmã é uma... — eu queria dizer a palavra vagabunda, mas por algum motivo não saiu dos meus lábios.

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