— Que bom que há movimentos para mudança. Eu... ainda estou tentando assimilar a minha perda. Mas acho que a dor só não é pior porque... ainda há um bebê.
— Sim... tente pensar no bebê que ainda está aí. E vai precisar muito de você.
— Aayush?
— Fale... — embora eu tivesse louco para tocá-la e tentar amenizar a sua dor, não o fiz. Eu tinha amor à minha vida. Não queria ser o alvo constante de Enzo Asheton.
— Me diga uma coisa legal da Índia. Algo que me deixe feliz e que faça eu esquecer um pouco esse dia horrível que estou vivendo.
Eu sorri e decidi explicar algo que era o mais comum no meu país, e que provavelmente ela sabia.
— Na Índia as vacas não são apenas animais de fazenda, elas são consideradas sagradas e circulam livremente por cidades grandes e pequenas, avenidas movimentadas e estradas, sendo respeitadas pelos motoristas e pedestres.
— Por que ela é considerada sagrada?
— Principalmente por razões religiosas e culturais do hinduísmo. Elas são vistas como um símbolo de vida, fertilidade e uma figura materna. É associada a deuses como Krishna. Elas são protegidas contra o abate na maior parte do país.
— Isso quer dizer... que você não come carne bovina?
— Não como. — confirmei.
— Também não mais comer carne bovina a partir de hoje. Você é incrível, Aayush e eu vou respeitar as vacas por você.
Ergui uma sobrancelha, contendo uma risada:
— Você... não precisa fazer isso por mim. É questão cultural do meu país e eu sei que isso não acontece nos outros lugares.

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