— Como você está? — perguntei, gentil, porque sabia que era aquilo que ela precisava naquele momento, se sentir tranquila e apoiada.
— Perdi um dos bebês. Mas estou bem.
— Você disse... um dos bebês? Eram... dois?
Ela respirou fundo e disse:
— Sim, eram dois. Gêmeos. E... eu ainda nem tive tempo para chorar a morte do meu filho ou ter o período de luto. Porque o paranoico de Enzo não deixa.
— Se eu puder fazer alguma coisa...
Ela olhou para Michael, que era acolhido por alguns colegas e suspirou:
— Acho que a residência de Michael nesse hospital já era. E eu me sinto culpada.
— Se você acha que o que houve foi injusto... pode intervir a favor dele com o senhor Enzo.
Ela riu, com escárnio:
— Acha mesmo que Enzo me ouviria? Ele é totalmente louco.
— Se existe uma pessoa que o senhor Enzo ouve nessa vida, é você. Por mais que ele finja que não, cada coisa que fala a ele o faz refletir.
William se juntou a nós e disse:
— Falei com o outro médico. Ele disse que é para esperar que em breve assinará a sua alta hospitalar.
— Mas o Michael disse que... eu tinha que ficar mais tempo aqui.
— Eu já nem sei mais se confio no Michael — Will olhou na direção do garoto zumbi — quem garante que ele não está fazendo isso para mantê-la por perto?
— Ele seria muito filho da puta. — Maçãzinha disse, com o olhar perdido.
— E desde quando ele não foi? Enzo é um idiota. Mas duvido que Michael não o tenha provocado.
Bem, conhecendo Enzo como eu conhecia, acho que só o fato de Michael existir já era uma afronta a ele.
— Eu acho... que o senhor Enzo não deixará... a senhora... partir... da casa dele. — tive que ser honesto, para ela não ser pega de surpresa.
— O que é isso, agora? Cárcere privado? — Will me encarou — A minha irmã não é propriedade dele.
Bem, eu que não iria contar a verdade!
— O senhor Enzo... mandou que eu me responsabilizasse pela construção de um elevador na mansão para que você não tenha mais que acessar as escadas. E cogitou até mesmo... comprar uma casa nova caso a obra não seja feita há tempo.
Maria Fernanda me encarou:
— Por que ele faria isso? Nem Davi quer me ver mais. Eu não sou mais a babá. Eu não sou... nada.

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