Meu filho estava adormecido e Shirley ao seu lado. Assim que ela me viu, levantou-se.
— Ele se alimentou. E passa bem. Graças a Deus.
— Amanhã ele irá embora. E você pode ir para casa descansar.
— Não. Eu não quero sair do lado dele. Davi precisa de mim.
— Mas ele precisa mais de mim. Eu fico. Você vai. Amanhã cedo a quero aqui para acompanhá-lo de volta para casa.
— Estarei aqui, senhor Asheton.
Enquanto Shirley se dirigia à porta, chamei-a:
— Shirley?
Ela virou-se na minha direção e esboçou um sorriso cansado.
— Com qual objetivo você me contou sobre a gravidez de Maria Fernanda?
Shirley ficou pensativa demais. Foram alguns segundos, mas que, se ela estivesse dizendo a verdade, não precisariam existir.
— Como eu disse para o senhor... achei errado ela esconder. Afinal, o senhor, como patrão, tinha o direito de saber que ela carregava o filho de Michael.
— Michael? — franzi a testa — Como sabe que o filho que ela espera é de Michael? Quanto tempo você ficou ouvindo a conversa dela com o irmão atrás da porta?
Não, o filho não era de Michael. Era meu. E eu tinha certeza. Principalmente depois que ele, de certa forma, a defendeu e explicou que eu havia entendido tudo errado a conversa na porta.
No fim, eu tinha feito o mesmo que Shirley. Ouvido parte de uma conversa e feito constatações.
— Por favor, senhor Enzo, não me entenda errado. Eu não fiquei ouvindo atrás da porta. Simplesmente estava aberta quando eu passei e...
— E você parou para ouvir. Não ficou atrás da porta. Ficou entre a porta. O que dá na mesma coisa. A conversa era particular e você não tinha o direito de ouvir.
— Mas se eu não contasse, o senhor jamais saberia.
— Por que acha que ela não contaria?
— Porque eu ouvi a conversa dela no telefone. E foi bem clara quando disse ao irmão que não lhe contaria sobre a gravidez, porque tinha medo de como o senhor iria reagir.

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