POV MARIA FERNANDA
Eu fiquei esperando pela alta hospitalar que não veio. Outro médico me visitou e disse que eu teria que ficar mais um dia naquele lugar. Para minha sorte, Will pôde me acompanhar.
Eu já tinha decidido: iria embora daquela casa. E nem passaria lá para pegar as minhas coisas, porque era tudo lixo mesmo. Eu nunca tive roupas que valessem alguma coisa. E mesmo que tivessem valor, ainda continuavam sendo só tecidos. A minha sanidade valia muito mais.
Me doía deixar Davi, principalmente naquelas circunstâncias. Mas, por mais que eu o amasse, ele não era o meu filho. E tinha um pai incrível que o cuidaria muito bem.
Will foi chamado por um enfermeiro e enquanto isso eu vesti uma roupa.
Quando a porta se abriu, vi Enzo se materializando na minha frente. Minhas pernas amoleceram. Eu odiava a forma como meu corpo reagia a ele.
— Como está se sentindo? — perguntou, de forma neutra, como se eu fosse a Shirley.
— Bem. — respondi no mesmo tom — vou deixar a sua casa. Acho... que isso já ficou bem claro, não é mesmo?
— Não, você não vai deixar a minha casa.
Eu ri:
— Você não manda em mim.
— Sim, eu mando. Você é a minha esposa.
Dessa vez eu gargalhei:
— Agora além de paranoico, você está delirando?
— Não, eu não estou delirando.
— Eu não sou a sua esposa. Se eu fosse, saberia. E... mesmo que fosse, acha que isso te daria o direito de mandar em mim?
Fui em direção à porta, mas Enzo se pôs na minha frente, impedindo a minha passagem.
— Saia. — ordenei.
— Não.
O encarei:
— Não me faça gritar.
— Não vai a lugar algum com o meu filho — olhou para a minha barriga.

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