Se Enzo pensava que eu era burra, estava enganado. Eu pegaria a porra do contrato que eu não assinei e mandaria para um advogado averiguar.
Se ele me pedisse em casamento de forma normal, eu aceitaria. Mas de forma obrigatória, não. Principalmente com ele achando que eu era uma quase assassina de seu filho que estava vivo.
Davi! Como meu menino deixou-se levar pelo amor que imaginava sentir por mim! Ele estava confundindo os sentimentos. Claro que eu não duvidava do amor daquele serzinho incrível que tinha olhinhos carentes de amor de mãe. Mas ele não me amava como mulher. E mais cedo ou mais tarde entenderia isso.
Quando saímos no corredor e Will me viu no colo de Enzo, arqueou uma sobrancelha:
— Que porra é essa? — olhou para Enzo e depois para mim.
— Maçãzinha não pode fazer esforço. — ele sorriu, como se tivesse dizendo a verdade.
Meu irmão me encarou, pedindo explicações.
— Fizemos as pazes — forcei um sorriso — porque... nunca tivemos nada sério... mas ainda assim... pazes é algo... legal.
— Nunca tivemos nada sério? — Enzo deu um beijo demorado na minha bochecha — Não vai contar ao seu irmão que estamos casados?
— Casados? — Will gritou, chamando a atenção de algumas pessoas que estavam próximas.
— Sim, desde sempre. — sorri.
— Destino. — Enzo completou — Sei que Maçãzinha é a mulher da minha vida e a pedi em casamento. E adivinha?
— Ela aceitou. — Will me olhou, incrédulo. — Deixa eu ver o anel.
Will era difícil de enganar. O que o meu irmão tinha de debochado tinha de inteligente.
— Não deu tempo de comprar ainda — Enzo disse, me dando outro beijo na bochecha — Mas comprarei hoje mesmo.
— Vocês casaram ou irão casar? — Will franziu a testa — porque... minha irmã estava numa cama de hospital até... alguns minutos atrás.
— Na verdade, já estávamos casados. Mas Maçãzinha quis fazer uma surpresa.
Sim, Enzo queria que eu mentisse. Mas tropeçava na própria mentira. Deixei que ele seguisse, sabendo que meu irmão ficaria desconfiado e me ajudaria. Talvez entendesse que eu era prisioneira do homem mais lindo do mundo, que agora me carregava no colo e me beijava ternamente de cinco em cinco minutos.
O que eu podia querer mais? A prisão me pareceu ser algo tentador. E no fim, acho que desde que fui para a casa dele eu já era uma prisioneira. Daquelas que sai no final de semana por bom comportamento.
— Ah, Enzo! Você é muito louco — Will suspirou — tive que dar um soco na sua cara para que tomasse vergonha. Mas acho certo ficarem juntos. A minha sobrinha ficará muito feliz tendo um pai e uma mãe que a amarão incondicionalmente.
— Menina? — Enzo me olhou — Vamos ter... uma menina?
— Na verdade, não “vamos”. “Eu” vou ter. — corrigi.
— Ah, como eu amo quando você brinca, Maçãzinha. — Enzo me deu mais um beijo, que limpei imediatamente ao lembrar que ele havia duvidado da paternidade.
— Na verdade, menina é a minha aposta. — Will piscou.
Engoli em seco e olhei para o meu irmão. Will se aproximou e me deu um beijo:
— Sinto muito, Fê... por ter dito isso. Sei que... o bebê que perdemos também era importante.
Respirei fundo, tentando não chorar.
— Precisamos ir. — Enzo falou — Davi nos espera.
Will me mais deu um beijo:
— Te ligo, bebê.

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