Entrar Via

A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 147

POV ENZO

Decerto Maçãzinha achava que eu a deixaria livre, dormindo longe do meu domínio, sem uma vigilância constante.

A peguei no colo, enquanto ela se debatia, querendo fugir.

— O elevador só fica pronto amanhã. Por hora, o acesso é pela escadaria. Ou seja, você não usará as pernas.

— Eu detesto você. — ela disse, tentando me ferir.

E feria. Feria pra caralho.

— Se não me odeia ainda, está tudo certo. Ou seja, ainda posso ser perdoado. — falei o que realmente eu pensava, afinal, ela havia dito minutos antes que se me odiasse, eu estava fodido.

Detestar e odiar tinham lá as suas pequenas diferenças. Ao menos eu achava.

Assim que chegamos no quarto, a botei na cama. Ajoelhei-me no colchão, deixando-a dentre as minhas pernas. Levantei seus braços e abaixei a cabeça, ficando a alguns centímetros dela, tentando, desesperadamente, não beijá-la.

— Eu não vou transar com você — avisou — se me tomar a força, agirei como uma boneca inflável.

— Você não pode fazer sexo por um tempo. Aliás, confirmarei com as médicas quanto tempo de abstinência teremos que aguentar.

— Seremos casados só no papel. Na prática, eu nunca vou deixar que me toque. Você é um filho da puta que me enganou desde sempre. E que me culpa por algo que eu não fiz. Destruiu a minha vida — a voz dela falhou e percebi que os olhos lacrimejaram — me engravidou... e me fez perder, mais uma vez, alguém que era muito importante para mim. Ser órfã dói. Mas perder um filho... é horrível.

Engoli em seco. Deus, como eu queria acreditar naquela mulher! Mas não podia. Realmente eu tinha mais de 50 funcionários naquela casa. Mas tudo conspirava contra ela.

Encostei meu nariz no dela e Maçãzinha virou o rosto, evitando o meu toque. Dei um beijo no seu pescoço, sentindo a pele morna que era o meu veneno, a minha droga, e sussurrei no seu ouvido:

— Eu sinto muito pela perda do nosso bebê. Me desculpe se não demonstrei o quanto fiquei chateado... mas eu soube recentemente. Então... não tive tempo de me apegar tanto. Mas eu juro que não deixarei que nada de ruim aconteça com o bebê que carrega. Se for preciso protegê-lo com a minha vida, assim o farei.

Senti a lágrima morna dela atingir meu rosto. E me deu vontade de pegá-la o colo e dizer o quanto eu a amava. E o quanto sofria por ter que machucá-la.

Se Maçãzinha fosse qualquer outra pessoa, já estaria presa ou morta há muito tempo. Mas o sentimento que eu tinha por ela me impedia de fazer qualquer uma das coisas. E o motivo era simples: eu não vivia sem ela. Não mais.

Maria Fernanda parou de resistir e senti seu corpo relaxar, como se tudo que precisasse ouvir era aquilo.

— Por que não me contou antes sobre o bebê? — perguntei.

— Por que você acha que eu não contei, Enzo?

— Eis a questão: se deu o golpe da barriga, por que não me contou? Qual é o seu plano, afinal?

— Meu plano? — uma lágrima escorreu pela sua bochecha — meu plano era simples: ficar o mais longe possível de você e criar o meu bebê sozinha. Eu nunca quis a porra do seu dinheiro. Quem te contou? Shirley?

Eu ri e por hora decidi não contar que foi Shirley. Era melhor eu mesmo lidar com a babá anzol.

— Você aceitou esse emprego pelo dinheiro, Maçãzinha. E agora tenta me convencer de que não é ambiciosa?

— Se eu gostasse tanto assim do seu dinheiro, teria aceitado seus presentes milionários.

Como eu queria acreditar 1

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO