Será que era possível puni-la pelo que fez e ainda assim beijá-la e fodê-la todos os dias?
Uma coisa era certa: mesmo que Maçãzinha fosse culpada, a prisão seria domiciliar.
Nos soltamos quando o ar nos faltou. Encarei Maçãzinha ofegante, com o rosto avermelhado e os lábios trêmulos.
— Nunca mais me pegue a força. — me acusou, levantando o dedo na minha direção, em tom acusatório.
— Eu... — estreitei os olhos, confuso — Não te peguei a força.
— Eu não deixei que me beijasse.
— Eu não preciso pedir permissão. Você é a minha esposa.
— Isso não te dá o direito de me tocar.
— Eu tenho todos os direitos sobre você.
— Vou te ensinar o que é casamento, Enzo Asheton.
— Como se você soubesse! Nunca foi casada antes.
— Nem você.
Aprenderíamos juntos. Mas sem a influência de Will, que além de encher a cabeça dela com porcarias, ainda tinha a chance de me denunciar por cárcere privado.
Joguei o celular no colchão e ordenei, sério:
— Liguei para Will e avise da sua viagem. Agora.
— Não.
Peguei o meu telefone e fiz uma ligação:
— Olá, senhor Lima. Enzo Asheton falando. Eu gostaria de conversar sobre aquela casa que foi hipotecada, que o deixei em estado de alerta.
Maria Fernanda pegou o telefone e fez a ligação:
— Oi, Will.
Eu não ouvia a voz dele do outro lado da linha.
— Viva-voz. — ordenei.
Ela pôs no viva voz.
— ... Então eu disse para ele que não acho que isso dará certo e...
— Oi, Will. — o deixei ciente de que eu estava junto.
— Oi, cunhado.
— Sobre o que está falando? — eu quis saber o que o levou a falar antes de mal ouvir Maria Fernanda. — O que não dará certo?
— O meu pai. A Fê não te disse que ele pagou por um tratamento experimental nos Estados Unidos?
Encarei Maçãzinha:
— Por que não me contou melhor essa história, amor?
— Porque você nunca perguntou, amor. — ela sorriu com ironia.

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