— Então sobre o que vocês falam?
— Ela tem muita curiosidade sobre como são as coisas no meu país. E todos os dias pede que eu lhe conte algo sobre a Índia.
— E... você conta?
— Sim, eu conto. Não me custa fazer isso, já que a deixa feliz.
— Isso é uma indireta?
— Não vejo como indireta. É uma direta, senhor Enzo.
— O que você quer afinal, Aayush? Que eu a inocente sem provas?
— Até que se prove o contrário, qualquer pessoa é inocente.
— Por que você acredita tanto assim na inocência de Maçãzinha, sendo que em todos os episódios de doping ela esteve presente?
— Simples: a conta não fecha.
— Teorize, por favor.
— Não é claro para o senhor que Shirley não gosta da senhora Maria Fernanda?
— Tão claro quanto a maçã malfeita que ela tem tatuada na bunda. E por qual motivo você acha que ainda a mantenho aqui? É simples: eu não confio nela.
— Então... por que não dar um voto de confiança a senhora Maria Fernanda e focar em Shirley como possível culpada?
— Por que você está me dizendo isso? Não acabou de me falar que não se deve acusar ninguém sem provas?
— Mas não é o que o senhor está fazendo com relação a senhora Maria Fernanda? Estou usando a sua mesma teoria, porém botando Shirley como a possível culpada.
Fiquei um pouco pensativo, mas depois constatei:
— Shirley só quer transar comigo. Nada mais. E eu não a conhecia quando fui dopado naquela boate.
— Nada prova que o senhor foi dopado “na” boate. As chances de ter sido antes são bem grandes.
— Eu não vi Shirley antes.
Aayush meneou a cabeça e disse:
— Espero que o policial possa nos ajudar de alguma forma. Porém... eu investiguei mais a fundo o passado de Shirley nos últimos dias.
— E...
— Ela mentiu.
Aquela notícia realmente me surpreendeu:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO