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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 163

— Eu te dou o celular. — gritei, apavorado.

Acontece que eu não só gritei. Eu já estava na sacada. E ela seguia ali, sentada no parapeito, como se fosse algo... normal, sendo que botava em risco não só a sua própria vida, como a do nosso bebê.

— Entre! — pedi, com a voz embargada — por favor, entre e saia daí. Eu te dou o celular. Aliás, posso comprar todos os celulares do mundo para você.

— Poupe-me dos seus exageros. Você só os usa quando lhe convém. O que eu faria com vários celulares?

— Poder ligar... para o seu cachorro imaginário. Ou a sua samambaia.

— Eu detesto samambaias. — ela finalmente desceu do parapeito.

Quando Maçãzinha desceu, se desequilibrou e quase caiu. A amparei e logo em seguida a abracei. Ela tentou se desvencilhar e respirei fundo, me lembrando que tinha que lhe dar o espaço.

Quando Maria Fernanda se afastou, percebi lágrimas em seus olhos. Caralho, aquilo me destruía! O que eu estava fazendo? Ela era a mulher que eu amava. E esperava um filho meu.

Entre a dúvida e a chance de ela me odiar e eu perdê-la para sempre, eu preferia ficar com a dúvida. Ou... não. Tinha Davi. Meu filho vinha acima de qualquer coisa. Mas... Maçãzinha também estava esperando um filho meu.

Ela limpou as lágrimas e me estendeu a mão:

— Meu celular.

Não pensei duas vezes e fui atrás do celular, voltando em breve e entregando-lhe:

— Você tem direito a uma ligação.

— Você é o delegado? Acabei ser presa em flagrante e tenho direito a uma ligação?

— Sim. Podemos negociar duas.

— Isso está ficando interessante! Devo ir para a escada agora?

— Nem brinque com isso.

— Eu nunca brinquei — sua voz embargou — Você brincou comigo. E quer saber? Estou louca para que se canse e doe o seu brinquedo logo.

— Eu jamais faria isso.

— Saia que quero ligar.

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