POV ENZO
Eu estava no escritório quando ela chegou naquela manhã. Abriu a porta sem bater e parou na frente da minha mesa, o corpo coberto somente com uma camisola fina de cetim, curta.
Maria Fernanda pôs as mãos sobre a mesa e curvou o corpo levemente na minha direção, deixando parte dos seios à mostra. Eu queria olhar em seus olhos, mas não conseguia. Estava fixado em desbravar o pouco que restava descoberto pelo tecido.
Quando finalmente consegui encará-la, sentindo tudo em mim vibrar, ela sorriu:
— Estou com um desejo.
— Além das compras em família no Shopping? — arqueei uma sobrancelha, girando a caneta na minha mão, não evitando um sorriso curioso que surgiu no meu rosto.
— Sim... vai além do desejo de compras em família — curvou-se um pouco mais sobre a mesa e pegou minha gravata, obrigando-me a ficar a alguns centímetros dela — eu quero transar com você.
Engoli em seco e gemi de forma incontrolada. E não sei se foi pelo pedido ou somente porque estávamos tão próximos.
Maçãzinha abriu um sorriso daqueles que me fazia ver o paraíso, algo que jamais imaginei existir, e soltou-me:
— Você não pode me negar isso, Enzo. Estou com muita vontade.
Não passou pela minha cabeça negar aquilo. Aliás, eu queria absurdamente tocá-la. Só não imaginei que a proposta viria de Maçãzinha.
As coisas não estavam mais tão ruins entre nós, mas ela ainda guardava rancor. E deveria mesmo, porque eu realmente ainda estava totalmente confuso sobre tudo que aconteceu comigo desde que ela entrou na minha vida.
— Isso... não vai afetar o bebê? — perguntei.
— Não. Eu já falei com a médica. — garantiu.
Maçãzinha não faria nada que pudesse pôr em risco a vida do nosso filho. Levantei rapidamente da cadeira e dei a volta, alcançando-a. A pus sobre a mesa e meus olhos encontraram os dela.
Aquela mulher me trazia uma sensação de pertencimento, de protagonismo, de... algo que eu nunca antes senti por alguém.
Era diferente. Tão grandioso quanto o que eu sentia por Davi. E ao mesmo tempo divergente.
Meus lábios pousaram sobre os dela, que logo os entreabriu para que eu pudesse explorar sua língua com suavidade.
O beijo começou lento, como forma de carinho. Mas aquilo era praticamente impossível entre nós. Éramos como papéis embebidos em gasolina. Bastava a faísca do fósforo e pegávamos fogo. Foi assim desde que nos conhecemos.


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