Ela alisou meu rosto:
— Espero que você não saiba tão rápido. — mordeu o lábio.
— Mas... por que não? — fiquei atordoado.
— Porque quando você descobrir que sou inocente, me perderá para sempre.
Eu ri, nervoso:
— Isso... não faz sentido, Maçãzinha.
— Sim, faz sentido. Dói saber que você duvida de mim. E doerá ainda mais ter que te deixar. Mas... é necessário. Não dá para ficar com alguém que não acredita na gente, não é mesmo?
— Maçãzinha...
Ela soltou a minha mão:
— Essa conversa não tem nada a ver com o nosso encontro na sauna. — piscou — já entendo que sexo não é uma coisa que precisa vir com sentimento.
Que porra ela estava tentando dizer? Parece que nos últimos dias tudo que Maçãzinha falava era para me deixar louco.
Eu a amava. Desesperadamente. Enlouquecidamente. Mas jamais poderia obrigá-la a me amar. Ainda assim, me parecia que mantê-la unida a mim, mesmo que contra a vontade, era a melhor coisa a fazer, pois se não fosse dessa forma, Maçãzinha iria embora.
— Te espero na sauna. — ela disse e saiu.
Eu queria ir. Eu estava ansioso para ficar com ela na sauna, para realizar o seu desejo de grávida. Mas as palavras dela martelavam na minha cabeça.
Sentei na poltrona, fechei os olhos e deixei que a dor de cabeça se apossasse de mim. Gotículas de suor começaram a surgir nas minhas têmporas. Por que pensar doía tanto? Por que minha cabeça parecia estar com um nó? Por que o meu coração gritava, implorando por ela, exigindo que eu acreditasse?

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