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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 190

POV Enzo.

Se eu não sentisse a respiração morna de Maçãzinha no meu pescoço, acharia que ela estava morta.

Eu já sabia que grávidas sentiam muito sono. Mas Maçãzinha havia pegado o sono de várias grávidas para si. Metade do dia ela passava dormindo. E a outra metade também. No intervalo entre um sono eterno e outro, ficava me provocando.

Ficou nua para o jardineiro. Saiu da sauna seminua, com uma camisola de cetim minúscula, com a parte dos seios rasgada e sem calcinha, se mostrando para todos os responsáveis pelas imagens das câmeras. Sim, agora havia pessoas 24 horas cuidando de praticamente todos os cômodos da casa, principalmente os que poderiam oferecer perigo para minha mulher e meu filho.

A levei no colo para o carro. Sua cabeça pendia do meu braço, de tão profundo que era seu sono.

— Senhor... ela não está muito pesada? — Aayush questionou.

— Você está sugerindo que quer levar a minha esposa, Aayush? — perguntei, furioso.

— Eu... jamais ousaria, senhor Enzo.

— Papai é forte, Aayush. — Davi disse, orgulhoso por eu carregar a sua “mamãe” por um longo trajeto até o carro — Mas você, como é fraco, pode me levar, Aayush. — sugeriu.

— Está cansado, menino? — Aayush perguntou ao meu filho, gentilmente.

— Fizemos muitas coisas. Comprarmos roupas para a minha irmãzinha Mary, escolhemos brinquedos novos... e meu pezinhos estão doendo.

— Me permite, senhor Enzo? — Aayush pediu autorização.

— Se você conseguir carregá-lo... — provoquei. — é preciso força.

Aayush pegou Davi no colo. E chegamos em casa com uma bela adormecida e um anão caídos em sono profundo.

Pus minha Maçãzinha na cama e depois carreguei meu anãozinho até seu quarto. Davi ajeitou-se e disse, com os olhos ainda fechados:

— Eu te amo, papai.

— Eu também te amo, meu filho. — beijei a testa dele — e prometo que Maria Fernanda jamais nos deixará.

Ele não respondeu. Já dormia novamente.

Fui até o consultório que montei para as médicas e encontrei a doutora Rosana. Eu nunca tinha certeza de qual delas estava de plantão. E sequer lembrava se já tinha conversado com aquela sobre os exames de Maçãzinha.

— Senhor Enzo? — ela levantou rapidamente quando me viu, deixando o computador — Eu... estava mesmo indo falar com o senhor.

— Quanta coincidência, doutora. Também tenho algo a discutir com você. — apontei para a cadeira, fazendo-a voltar para o seu lugar.

A doutora sentou-se e fiz o mesmo, ficando de frente para ela, ambos sendo separados pela pequena mesa branca.

— Doutora, eu sei que grávidas sentem sono. Mas a forma com a minha Maçãzinha dorme não é normal. Algumas vezes ela parece... morta. Porém respira de forma tranquila, devagar, como se... estivesse num sono profundo.

— Era... exatamente sobre isso que eu ia falar com o senhor.

Arqueei uma sobrancelha:

— O que houve? Tem algo errado com a minha esposa?

A doutora deu uma pausa, parecendo receosa de me dizer:

— O zolpidem atravessa a barreira placentária. Embora não haja estudos conclusivos sobre grandes malformações, ele causa sedação excessiva na mãe. Além de confusão mental, amnésia anterógrafa, desequilíbrio e algumas vezes... sonambulismo.

— Tirando o sonambulismo, Maçãzinha tem todos esses sintomas. — as palavras saíam lentas, com dificuldade.

— Esse medicamento é bastante conhecido nas redes sociais por seus possíveis efeitos colaterais fortes, que por vezes podem levar o paciente a viver situações preocupantes. Há relatos, por exemplo, de indivíduos que chegaram a se alimentar, mandar mensagens, fazer ligações, caminhar pela casa e até mesmo dirigir sem nem se lembrar do que fez no dia seguinte, o que é muito perigoso.

Alguém estava tentando manter a minha mulher dormindo. Certamente a mesma pessoa que administrou o remédio em mim, em Davi e agora em Maria Fernanda. Ou seja, ela era inocente. Ela sempre foi inocente. E eu não acreditei nela.

Levantei e chutei a cadeira, que bateu contra a parede e quebrou. Saí atordoado e fui até o quarto de Aayush. Não bati na porta. Simplesmente entrei.

Meu assistente estava sentado na cama, olhando algo no computador.

— Invente uma desculpa, tire Shirley do quarto dela e encontre qualquer vestígio de medicamentos.

Aayush arregalou os olhos.

— Só faça o que eu estou mandando, porra. — gritei.

Ele se levantou rapidamente e saiu, indo fazer o que eu mandei.

Escorei-me na parede, atordoado. Não conseguia organizar meus pensamentos. O meu mundo parecia estar desabando.

Respirei fundo, repetidas vezes. Se podia ser Shirley? Sim, ela era a principal suspeita, já que odiava Maria Fernanda. Ainda assim eu queria ouvir a confissão dos lábios dela. Mas eu não chamaria a polícia. Sequer a denunciaria. Eu a mataria.

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