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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 221

Não, eu não era príncipe de ninguém. Eu estava muito mais para vilão. Eu era o responsável por Maçãzinha estar praticamente morta.

Mas não custava tentar. Não que eu achasse que ela iria acordar. Mas desejava sim beijá-la e dizer que eu estava ali. E ficaria ao seu lado, para sempre. Que a protegeria, mesmo se ela nunca mais quisesse me ver na vida.

Abaixei o rosto e beijei de leve seus lábios. Minhas lágrimas caíram sobre as pálpebras de Maçãzinha. E, mesmo sabendo que aquilo era impossível, que era só um conto de fadas, uma ilusão, no íntimo do meu ser eu quis que fosse real, mesmo não acreditando em milagres.

— Pelo visto você não é o príncipe dela. — Michael cruzou os braços, não perdendo a oportunidade de me ferir ainda mais, destroçando o que ainda havia dentro de mim.

— Será... que você é o príncipe, Michael? — Davi olhou para o médico, ainda com esperanças de que um beijo de amor verdadeiro fosse a solução dos nossos problemas.

Michael se aproximou dela e fechei os punhos. Eu sabia que não tinha direito de exigir nada. Ainda assim sofria. E decidi que passaria por toda aquela dor calado. Eu tinha que ser forte pelo meu filho. Maria Fernanda era tudo que ele conhecia sobre mãe.

— Ah, não. Você não vai beijá-la — Will interviu — já teve a oportunidade, Michael. E não o fez. Já faz um tempo que a minha irmã não acreditava mais em príncipes — me olhou — todos que ela amou viraram sapos. Exceto você, meu amor. — mirou meu filho.

— Eu acho que o papai estava certo e eu não sou um príncipe. Sou um anão.

Will riu, se aproximou de Davi e o pegou no colo:

— Venha, vou te levar para conhecer a cantina. Sabe que tem um doce incrível que eles fazem lá?

— Eu não posso comer doces. — Davi me olhou.

— Hoje pode — Will me olhou de soslaio.

Meu filho seguiu esperando meu consentimento:

— Pode comer um doce... e batatas fritas. — tentei sorrir.

Sim, eu tentei diminuir a dor dele com batatas fritas. “Felicidade em forma de comida”, segundo a minha Maçãzinha.

Eles saíram e fiquei ali, acompanhado do garoto zumbi, aquele que por muito tempo julguei meu inimigo, mas que atualmente me parecia a única pessoa que poderia salvar a minha esposa, mesmo com o pouco tempo de profissão.

Era imperdoável a incompetência das duas médicas que contratei. E elas pagariam por toda confusão que causaram, que poderia custar a vida da Maçãzinha.

Maçãzinha. Maçã. Seria totalmente fantasioso imaginar que o veneno estaria nas maçãs. Mas não impossível. Se Maria Fernanda foi envenenada, aquilo aconteceu na minha casa, sob os meus olhos.

Tudo teria que ser verificado. Todos que estavam na mansão eram suspeitos. A vida inteira tentaram me tirar tudo: meu pai, minha herança, meu filho... e agora a minha mulher e minha filha.

Quem deixou Maçãzinha daquele estado pagaria com a vida. E eu pagaria com a minha, pois sabia que seria o próximo zumbi. A diferença é que eu não era um garoto e sim um homem. Mas isso não mudava o fato de que, mais uma vez, meu corpo estava saudável, mas por dentro eu estava morto.

Ouvimos uma batida na porta e um enfermeiro entrou.

— Vim para a coleta, doutor. — avisou Michael.

— Pode coletar.

Olhei para os braços de Maria Fernanda, que estavam com hematomas. Certamente tirariam mais sangue. E Deus, eu sabia o quanto tinham machucado ela com as agulhas na minha casa. E o sofrimento continuava.

Quando vi que o enfermeiro arrancou alguns fios de cabelo dela, fiquei confuso.

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