— Olhe isso — Maria Fernanda me entregou o jornal.
A manchete estava na capa: AMANZA LAFLAME ESTÁ EM LIBERDADE DEPOIS DE TER ATENTADO CONTRA A VIDA DO PRÓPRIO FILHO. ADVOGADOS DE ENZO ASHETON ENTRAM COM PEDIDO PARA REVER A DECISÃO DA JUSTIÇA.
Eu sabia que mais cedo ou mais tarde aquilo iria acontecer. Amanza usou como forma de se defender a desculpa de que fazia tratamento psiquiátrico e que teve um surto quando atirou no próprio filho.
Desculpa bem conveniente. O que mais me admirou é que parece que finalmente acreditaram nela.
Respirei fundo.
— Até que ponto estou em perigo? — Maria Fernanda perguntou.
— Amanza não fere só o corpo. Ela fere a alma. O senhor Enzo é forte. Mas ela sabe o ponto fraco dele: Davi. Isso o deixará vulnerável. E certamente Amanza irá atrás do filho. E tentar tirar dinheiro de Enzo dessa forma.
— Filha da puta.
— Então sim, você é uma inimiga em potencial de Amanza. Isso porque Enzo é apaixonado por você. E segundo porque Mary é uma das herdeiras, o que diminuiu a parte de Davi na herança.
POV Maria Fernanda
Ouvi uma batida forte na porta. Ao abri, deparei-me com dois homens gigantes, usando terno.
Meu telefone tocou.
— Oi, Maçãzinha.
Era tão bom ouvir aquilo. Melhor que ouvir meu apelido, era o som a voz dele do outro lado da linha.
Enzo esteve ao meu lado o tempo todo enquanto Mary e eu estivemos no hospital. Porém, desde que nos mudamos, ele não apareceu, cumprindo sua promessa.
Ligava diariamente, mas focava em saber como Mary estava e raramente lembrava que eu existia.
— Oi, pai da minha filha. — aquilo era bem ofensivo.
— Tem dois seguranças na sua porta nesse momento — Enzo nem se importou da forma como me referi a ele. — Estão armados. E são bem treinados.
— Eu... esperei que viessem mais deles... tipo... uns 520. — será que ele entenderia que eu quis dizer que o amava?
— Por enquanto são dois. Mas acho que 520 não é o suficiente. Ainda é pouco. Pensei em 5201314. Dessa forma você e Mary estariam mais protegidas.
Não consegui conter o sorriso idiota que surgiu nos meus lábios.
— Eu... não tenho medo dessa mulher, Enzo. Mato e morro pelos meus filhos.
— “Seus”?
— “Meus”. Davi é meu filho tanto quanto Mary.
Ouvi o suspiro dele do outro lado da linha:
— Por que mesmo você não apareceu antes na minha vida, Maçãzinha?
— Porque eu era só uma menina e a gente não poderia se envolver. Você seria preso por pedofilia.
— Nem temos tanta diferença de idade assim.
— Claro que não. Você só tem idade para ser o meu pai.
— Isso magoou, Maçãzinha.
— Só digo verdades.
— Eu também. E eu nem passei dos 30.
— Na minha opinião você tem uma mente de 18. E um corpo de... de... 25.
— Obrigada, meu amor.
— Isso foi uma ofensa.
— Pois bem... me ofenda o quanto quiser.
— Lunático. Paranoico.
— Linda. Amor da minha vida.
Sabe aquelas 520 borboletas? Tentei matá-las de todas as formas possíveis. Mas não o fiz. Só porque seria crime contra o meio ambiente.
— Te cuida. — me ouvi dizendo — e, pelo amor de Deus, proteja o nosso menino.
— Reiniciei o Enzo modo cruel. Não se preocupe.
— Eu já disse o quanto detesto ele?
— Sei que ama em cada uma das minhas versões. Ou não lembra que me confessou isso?
— Isso foi antes... de você me mandar embora.
— Já pedi 5201314 vezes para você voltar.
— Ok, eu não vou negar. Amo a sua personalidade.
— Obrigado, mas é um distúrbio.
— Eu nunca duvidei disso.
— Confesso que eu poderia falar com você ao telefone por 24 horas, Maçãzinha. Mas infelizmente não posso. Tenho algumas coisas para resolver. E elas são bem urgentes. A primeira eu já resolvi, que era botar você e Mary em segurança. Agora vamos para as outras.
— Tome cuidado.
— Você se preocupa comigo?

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