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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 250

— Não. Esse plano foi meu. — Amanza foi quem respondeu, tentando protege-lo — E é uma pena que você ainda esteja viva. Mas como não quis me ajudar a recuperar o que é dos nossos filhos... merece ficar sem nada. Davi merece você. Ele nunca foi forte como eu. É um fraco. Um sentimentalista barato, igual a madrasta.

— Maria Fernanda, Will... vocês não entendem o quanto de dinheiro está em jogo? Podemos ir embora. Enzo nunca mais nos encontrará. — Aayush seguiu com sua proposta absurda.

— Você e repugnante, Aayush — falei entredentes, com vontade de quebrar a sua cara a socos.

— Will, diga para ela que a minha proposta não é ruim. Você pode se tornar um estilista famoso, como sempre sonhou. — Aayush tentou convencer o meu irmão, achando que ele tinha chance de fazer com que eu mudasse de ideia.

— Como vou ser famoso se precisarei me esconder do Enzo pelo resto da vida? — Will riu, sarcástico — sua proposta é ridícula, Aayush. A parte de eu ser famoso, claro.

Encarei meu irmão:

— Como você pode ser assim, Will?

— Eu não acho que você deva aceitar, porra. Só acho que seria uma boa vingança contra o filho da puta do Enzo que deixou que essa cobra te envenenasse mesmo de dentro a cadeia. — fique incrédula, percebendo que até o meu irmão tentava conspirar contra Enzo, por vingança.

— Ele já não sofreu o suficiente? — deixei que as lágrimas brotassem sem vergonha ou medo — ficamos meses juntos, sofrendo pela nossa filha, esperando que ela respirasse sozinha, que se alimentasse sozinha, que... vivesse. Ele esteve lá, o tempo todo. Definhou ao meu lado. Chorou comigo. Segurou a minha mão cada vez que pensei em fraquejar, sofreu cada minuto comigo. E respeitou minha decisão de não falarmos sobre perdão. E eu ainda tento, todos os dias, provar para mim mesma que Enzo não me merece... quando no fundo sei que nos merecemos, sim. E que já sofremos demais separados por causa de pessoas como essa mulher — olhei para Amanza. — e esse homem. — referi-me a Aayush, com decepção, desdém.

— Será que é o suficiente, Maria Fernanda? — Aayush me encarou. — O que esteve em jogo o tempo todo foi você e a sua filha. Enzo se compadeceu quando você pediu que ele não a mandasse embora? Alguma vez ele te deu o benefício da dúvida enquanto implorava para que ele acreditasse em você?

— A decisão do perdão não é sua, Aayush. Você se disse amigo de Enzo. E agora o apunhala pelas costas. Amanza, Pietra, Shirley... todas são seres horríveis, que não mereciam sequer existir. Mas você — o nojo estava em cada palavra que proferi — você é desprezível.

— Ah, pare de sentimentalismo barato, Maria Fernanda. Estamos falando de bilhões de norians. Então poupe suas lágrimas, pois não estamos aqui para falar sobre perdão ou amor. — ele disse.

Em nada aquele homem parecia o meu Aayush, que me ouviu quando eu mais precisava. Que confessou gostar de mim da maneira mais fofa do mundo, inclusive dizendo que, apesar dos seus sentimentos, torcia por mim e Enzo.

— Sinceramente, eu não entendo o seu plano — voltei-me para Amanza, a minha voz fraquejando — Acha mesmo que matando Davi para ficar com o dinheiro não irá presa? O mundo inteiro está acompanhado a sua história. A história de uma mulher que tentou matar o próprio filho e foi solta. A opinião pública está contra você.

— E quem disse que eu me importo com a opinião pública?

— Você é um monstro. E se acha que não sou perigosa, mexa com meus filhos para ver.

— Aquela coisinha insignificante que é a sua filha não me importa. Quero mais é que ela morra.

Namastê (III) 1

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