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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 251

POV Enzo

Amanza ainda não estava fora de cena. Mas eu já me sentia mais tranquilo. Com o policial à paisana ficando 24 horas responsável pela segurança de Davi, decidi deixá-lo voltar para a escola.

Foram tempos difíceis. Mas eu via uma pequena luz no fim do túnel.

Fiquei um tempo curto longe do meu filho, para protegê-lo. Davi mal teve tempo de conhecer a irmã. E embora falasse todos os dias com Maria Fernanda, eu sabia que aquele encontro presencial dos dois estava iminente.

Cumpri com minha promessa com relação a Maria Fernanda, quebrando-a há alguns dias, quando decidi ir à sua casa para preveni-la com relação a Amanza. E pela saudade que consumia até a minha alma, claro.

Ficar longe dela e da minha filha era um sofrimento. Maçãzinha tinha pedido que eu me afastasse e mantivéssemos nossa relação, que aconteceria só por causa da nossa filha, à distância, sendo que eu deveria falar com ela somente quando se referisse à Mary.

E assim eu fiz, embora vez ou outra ligava perguntando algo sobre Mary somente para ouvir a voz da minha Maçãzinha.

Eu ainda sentia que a nossa química estava intacta. Mas também entendia que ela tinha o direito de me ignorar e afastar-me de sua vida.

Lutar por ela era uma opção. Mas ficar longe era uma forma de proteção. E sinceramente, eu ainda não estava preparado para lhe dar estabilidade emocional e uma vida tranquila.

O Enzo 3.0 ainda estava em construção. Então poderia haver falhas no sistema. E eu não queria machucá-la novamente.

No meu íntimo, eu tinha sim esperanças de um dia podermos ficar juntos e formarmos a família que até tentamos, mas por minha culpa não deu certo.

Mas então vinha a realidade e jogava na minha cara que tudo que aconteceu e a reação que tive ao descobrir a mentira dela e a ter mandado embora fazia parte do que eu era: alguém sem empatia. Sem coração. Que tinha dificuldade em acreditar nas pessoas. E achava que não tinha o direito de ser feliz e esquecer o passado.

Eu tinha tanto sangue nas mãos! Como poderia ser perdoado? Meu filho já era uma dádiva que eu nem tinha certeza se merecia. Até que ponto estar tão perto de Mary e Maria Fernanda seria saudável para elas?

Deitei-me no sofá e fechei os olhos. Eu estava cansado, mesmo sabendo que tudo começava a se resolver.

Botei minha propriedade à venda, ciente o quanto aquele lugar era significativo para Davi. Ele cresceu lá e tivemos nossos melhores momentos juntos naquela casa.

Mas como manter uma casa onde minha esposa foi envenenada e meu filho, ainda um feto, morto? Como manter uma casa de onde mandei embora a pessoa mais especial da minha vida? Como manter a casa onde assei uma governanta? Não, não fazia sentido. Não tinha lógica.

Maria Fernanda morava no subúrbio. E eu, para me manter relativamente perto, optei por comprar uma casa nas proximidades.

Se era confortável? Não. Não tinha nada a ver com o conforto o qual sempre estive acostumado, desde que nasci. Eu tinha a sensação de que estava sendo posto a prova quando acessava cada cômodo que parecia dez vezes menor do que os da minha antiga casa.

Eu sabia que era temporário. Ainda assim me incomodava, embora eu tentasse, furtivamente, tentar me acostumar.

Fiquei imaginando como Maçãzinha conseguiu viver uma vida inteira num lugar parecido com aquele.

Meu telefone tocou. Massageei minhas têmporas antes de atender. Eu realmente estava cansado e tensão do dia a dia estava me destruindo fisicamente.

Era da escola de Davi:

— Senhor Asheton, como o senhor se sente?

Achei o comentário estranho, mas respondi:

— Eu estou bem.

— Que bom ouvir isso. Estamos ligando porque Davi acabou deixando os seus materiais escolares na escola. Com a saída às pressas, esqueceu objetos pessoais.

Olhei no relógio. Não era hora de Davi sair.

Sentei-me num movimento rápido:

— Como assim Davi saiu da escola?

— O senhor não mandou buscá-lo porque estava doente?

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