A primeira coisa que fiz foi ir até a casa de Maria Fernanda. Eu tinha um certo tempo até a chegada de Zadock. Aayush ainda não atendia. Então decidi ir direto à fonte: Maçãzinha.
Não bati na porta. Simplesmente adentrei, deparando-me com Maria Fernanda sentada no sofá, com Mary à sua frente, sorrindo enquanto a mãe conversava com ela.
Maria Fernanda arregalou os olhos ao me ver, incerta sobre levantar ou não de onde estava.
Fiz sinal com a mão, para que ela não levantasse.
— Achei que você fosse educado e soubesse bater na porta.
Para a puta que pariu com suas ironias!
Aproximei-me de Mary, que sorriu para mim. Quando eu conseguiria manter meus filhos seguros? Parece que quanto mais eu lutava, mais tudo dava errado.
— Sim, eu poderia ser educado — peguei Mary nos braços. — se você fosse sincera comigo e parasse de me esconder coisas importantes.
— Eu não escondi nada de você.
— Que Papai Noel é um agiota filho da puta eu já sei. Mas você nunca contou para mim. Nunca confiou que eu poderia te ajudar.
— Você nunca confiou em mim. Por que eu deveria confiar em você?
Respirei fundo, tentando manter a calma:
— Onde encontro esse homem?
— Por que você quer saber? Aayush já resolveu tudo. Ele não irá mais me incomodar.
Entreguei Mary em seus braços e tentei não gritar, embora minha voz tenha soado bem alterada:
— Realmente ele não vai mais te incomodar. Porque descobriu como conseguir a porra do dinheiro que você lhe deve.
— Eu... não entendi.
— Quero o endereço dele. Agora! — gritei, fazendo com que Mary começasse a chorar.
Não, não foi minha intenção fazer aquilo. Tampouco assustá-las. Porém minha ideia inicial de não contar a verdade para que Maria Fernanda não se preocupasse caiu por terra quando ela começou a não colaborar.
— Ele está com Davi.

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