— Me matar não vai resolver os seus problemas, Enzo Asheton. Acha mesmo que eu estou sozinho nessa? Também tenho os meus contatos.
Suspirei:
— Seus contatos são ridículos, fracos, quase engraçados. Eu e meu irmão te rendemos em minutos.
— Aliás — Zadock se manifestou — sinta-se privilegiado por levar um tiro do homem mais poderoso no ramo bélico. Duvido outra pessoa ter a feliz chance de ter uma Staccato e uma Laugo Alien apontada para sua cabeça. Sinta-se orgulhoso. Você será lenda no futuro. Quase certo que alguém, além de você, consiga ser morto pelos dois homens mais poderosos do país.
— Quem aperta o gatilho sou eu — deixei claro.
— Tudo bem — Zadock deu de ombros — eu não me importo em fazer a barba dele. Aliás, sou péssimo nisso. Já vou avisando.
Me aproximei.
— Por que você simplesmente não deu o dinheiro, porra? Por que fazer tudo isso? — o homem teve a ousadia de reclamar.
— Simples: por que você mexeu com o meu filho e com a minha mulher.
— Ela me procurou.
— E você a perturbou depois de ela já ter pagado a dívida.
Viu em mim uma fonte de dinheiro. Acontece que eu estou quase falido. Ao menos é o que dizem as minhas contas bancárias desse país. E adivinha? Dinheiro nenhum paga a vida do meu filho.
O filho da puta do Zadock conseguiu encontrar uma faca sem fio em algum lugar. Amarrei o suicida mais burro do planeta na cadeira enquanto meu irmão tentava afiar, de forma inútil, a faca numa pedra.
— Não vai dar certo. — avisei.
Zadock sorriu:
— Deixa eu me divertir, Enzo. Tem noção de quanto tempo eu não faço isso? Aliás, obrigado pelo convite. Me sinto vivo de novo.
— Se isso faz te sentir melhor, o lugar onde esse filho da puta mora vai pelos ares.
— Detesto barulho. Mas dessa vez você me convenceu. Levando em conta que ninguém sabe que estou aqui, vai ser divertido vê-lo na cadeia, Enzo Asheton.
— Eu não costumo deixar vestígios.
— Bem-vindo de volta, irmão.
— Meio-irmão. — corrigi.
— Irmão. — ele me contradisse.
— Irmão — confirmei.
— Ah, que porra de cena patética — Zadock disse — desde quando isso é hora de fazermos as pazes?
— Mas não estamos fazendo as pazes. — mencionei.
— Então não vou barbear o filho da puta.

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