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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 100

Chegamos à cafeteria e revirei os olhos quando notei que estava lotada. Olhei pro relógio e me dei conta de que, cada vez mais, eu estava correndo contra o tempo para a apresentação do meu filho. Naquele mar de gente, como iríamos achar Marisa? Por sorte, Marina me guiou até a localização dela com uma segurança que só ela tinha, como se tivesse um sexto sentido ou algo assim.

Consegui avistar Marisa numa mesa no fundo, encostada na parede, com a cabeça abaixada, passando os dedos na borda da xícara. O que me surpreendeu foi que não estava sozinha: um cara estava com ela.

Não era possível! Aquele cara de novo!

— O que você tá fazendo aqui!? — disparei, sem pensar duas vezes.

— CEO! O que VOCÊ tá fazendo aqui?! Esse lugar não parece com os que você gosta de frequentar — Daniel respondeu com aquela zombaria usual.

Ele olhou para Marina e para mim com uma confusão que parecia diverti-lo.

— Não finja que me conhece, nem, muito menos, os lugares que frequento, Daniel.

Daniel riu e apontou com o queixo para as cadeiras vazias na mesa. Marina sentou primeiro, tentando apaziguar os ânimos, e fiz o mesmo em seguida.

Observei a aparência de Marisa em busca de algum hematoma ou olheiras de choro e noites mal dormidas. Ela parecia bem, só um pouco perdida, olhando para mim e, principalmente, para Daniel, como se estivesse em busca de aprovação sobre o que fazer em seguida.

— Marisa, tá tudo bem com você? — Marina perguntou, com a voz baixa, enquanto colocava a mão sobre as dela, que assentiu, apertando de volta com os dedos.

Daniel passou o braço atrás da cadeira, num gesto possessivo que me incomodou.

— Minha irmã tá em ótima companhia. Não é, Marisa?

Olhei para Marina ao meu lado, e ela estava tão confusa quanto eu.

— Vocês são irmãos? — perguntei.

Daniel fez que sim com a cabeça, parecendo satisfeito com a minha surpresa.

– Tem certeza que está tudo bem? — insisti, ignorando Daniel.

Ela ficou vermelha e finalmente falou:

– Tô… vou ficar bem, senhor Vinícius. Só fiquei nervosa com o negócio do Jonas, não sabia pra quem recorrer. Achei que ia atrapalhar.

Marina olhou para mim, esperando, mas eu não sabia se dava para falar de Jonas com Daniel ouvindo. Eu não confiava naquele cara.

Se ela estava bem, então por que não atendia o celular? Custava mandar uma única mensagem para confirmar que estava viva? Tudo aquilo era estranho.

Marisa percebeu a tensão, passando a mão numa mecha do cabelo, ajeitando atrás da orelha.

— Daniel sabe de tudo, senhor Vinícius. Por isso pedi para ele ficar uns dias comigo, já que ia estar aqui para a reunião. Assim eu fico mais tranquila.

— Bom, fico mais tranquilo. Jonas não vai te incomodar de novo. Eu garanto — prometi, mesmo sabendo que estava além das minhas capacidades garantir isso.

— E, se incomodar, eu quebro ele no meio, CEO. Pode deixar. — Daniel se inclinou para frente, apoiando o cotovelo na mesa.

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