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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 101

A maneira como Thales estava desenvolto agora, feliz na própria pele, fazendo o que gostava, me fez esquecer por alguns instantes todos os problemas.

O atraso do Vinícius, o desaparecimento da Marisa... minha insistência em fingir que meu relacionamento com Vinícius não tinha data para terminar.

Percebi que o menino tinha talento de verdade, não só musical, mas uma luz e um carisma que preenchiam o palco. Olhei rapidamente para a plateia, para me certificar de que o que eu estava sentindo não era só coisa de babá babona, e confirmei: todos estavam encantados.

Pela primeira vez na noite, as pessoas estavam vidradas, e os pirralhos insuportáveis que estavam rindo poucos minutos atrás agora estavam boquiabertos.

Ainda se apresentando, ele olhou para mim e acenou rápido com a mão. O sorriso que ele abriu em seguida me fez perceber que toda aquela alegria tinha outro motivo.

Segui o olhar do Thales e encontrei Vinícius parado em pé no auditório. Meu alívio não durou tanto tempo, porque notei que ele não estava sozinho. Ao lado dele estava Marina. Meu peito apertou antes mesmo de eu entender por quê.

Fiquei feliz por ele ter conseguido chegar a tempo, afinal o foco ali era a apresentação do Thales, que tinha os olhos brilhando de alegria enquanto cantava as últimas palavras e caprichava nos últimos acordes. Mas era difícil controlar meus sentimentos.

Por que Marina tinha vindo junto com ele?

Por mais que eu tentasse não reparar na interação dos dois e dizer a mim mesma que eu não tinha direito de sentir ciúmes – que isso era ridículo e que eu deveria me colocar no meu lugar – era inevitável.

Mas Vinícius parecia nem notar a presença de mais ninguém naquele momento, só tinha olhos para o filho, e Marina também estava emocionada ao assistir Thales. A distância dos dois parecia bastante profissional também, respeitosa, o que me acalmou.

Com toda certeza, teria uma explicação perfeitamente plausível para que ela tivesse ido junto com ele.

Quando a apresentação acabou, o auditório aplaudiu com vontade. Até as crianças que antes estavam implicando com ele tiveram que dar o braço a torcer. Thales ficou vermelho, fez uma reverência atrapalhada e saiu correndo do palco. A apresentação dele tinha encerrado a noite e, de fato, tinha sido com chave de ouro.

Olhei para Inês, que largou as guloseimas de lado para pegar um lenço e enxugar as lágrimas de emoção. Rapidamente saí do meu lugar e corri atrás dele. No meio do caminho, encontrei Vinícius, que foi fazer o mesmo.

Vinícius ajoelhou e abriu os braços, enquanto Thales foi direto pro abraço do pai. Aquela cena era tão rara que era difícil não se emocionar com isso. Era como se, pela primeira vez, Thales tivesse certeza de que Vinícius tinha mesmo orgulho dele, de que ele era importante e amado.

— Você foi perfeito — Vinícius disse, a voz abafada no ombro do filho. — Tô orgulhoso demais, cara.

Thales riu engasgado com as lágrimas.

Notei que, mais pra trás, também emocionada, estava Marina. Ela tinha o celular na mão e registrava o momento no que parecia ser um vídeo. Pouco tempo depois, senti Thales me abraçando pela cintura, as mãozinhas me segurando firme, o rosto escondido na minha blusa.

Fiz carinho na cabeça dele, me inclinei para beijar seu rosto.

— Meu artista, tô tão orgulhosa de você!

Thales ergueu a cabeça e abriu um sorriso lindo pra mim. Marina se aproximou e, assim que Thales a viu, ele correu para abraçá-la.

— Tia Marina!!!

Ela conhecia o Thales fazia tempo, muito mais tempo que eu.

Foi difícil controlar a insegurança em saber que aquela mulher lindíssima fazia parte dos momentos pessoais de Vinícius também, por mais tempo do que eu imaginava. Aquela pequena voz interior, que insistia em me diminuir, não parava de indagar por que ele não estava com ela. Marina parecia gostar de verdade de Vinícius e se importar com Thales… então por que ele não pediu a ela pra fingir esse relacionamento? Por que foi atrás de mim?

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