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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 122

Eu estava concentrada em desempenhar a difícil tarefa de sair da Lotus sem tropeçar em ninguém, sem trombar em ninguém, sem deixar a ecobag cair do meu ombro e nem os meus óculos escorregarem dos meus ossinhos do nariz.

Já era difícil o suficiente quando me surpreendi ao ver Daniel gesticulando nervoso com Roberta.

A pobre secretária estava mais pálida do que o normal. Não sei como aquela menina ainda estava viva. A coitada não tinha um dia de paz.

Aproximei-me dos dois. Daniel, assim que me viu, mudou a expressão na hora. Aliviado, chamou meu nome.

Aquele não era o Daniel. Ele não costumava ficar nervoso. Nunca. Eu, pelo menos, nunca tinha visto. Parecia ter sempre o controle da situação. Alguma coisa tinha acontecido.

— Deixa a Roberta — falei. — Eu conheço ele. Resolvo daqui.

A secretária me olhou agradecida, como se eu tivesse tirado um dos mil problemas que ela tinha no dia. Só que, logo em seguida, levantou uma sobrancelha pra mim, como quem dizia: o seu Vinícius não vai gostar nada disso.

Respondi com uma revirada de olhos.

— Vai, Roberta. Pode ir. Vai ficar tudo bem.

Ela assentiu com a cabeça e foi embora.

— O que aconteceu?

— Jonas foi atrás da Marisa — ele falou baixo. — Ontem à noite, o filho da puta foi parar lá em São Carlos. Ele sabe onde ela mora.

Senti o chão sumir por alguns segundos.

Puta que pariu.

— Ela tá bem? — perguntei.

— Tá. — Ele cruzou os braços. Percebi que era uma postura defensiva. Algo também diferente do que eu estava acostumada a ver nele. — Eu cheguei a tempo, Bela, mas esse cara... ele não tá sozinho. Tenho certeza de que tem gente muito grande por trás disso.

Fiquei sem saber o que dizer.

— Você tem ideia de quem são esses caras? — perguntei a Daniel.

— Não sei. Não faço a mínima ideia — ele respondeu. — Mas ele chegou com mais um cara lá… Não era ninguém de São Carlos. Sei disso porque eles não tinham sotaque do interior. Tinham mais o sotaque daqui da capital.

Ele passou a mão no rosto, cansado.

— Enfim, o Jonas apareceu lá na casa dela. A Marisa viu assim que ele estacionou o carro, porque a coitada não consegue dormir em paz desde então. Aí ela me ligou. Falei pra ela não abrir a porta. Por sorte, agora ela tá morando num condomínio e os caras tiveram trabalho pra passar pela portaria.

Daniel soltou uma risada sem humor, desacreditada.

— Mas o Jonas é tão sem noção, tão cara de pau, que não saía de lá. Precisou eu chegar, ameaçar bater nele pra ele parar de atormentar o coitado do porteiro.

— Mas e aí? Você não avisou a polícia? — perguntei.

— Avisei. Mas, assim que eu peguei o telefone, os covardes saíram correndo. E a polícia, pra variar, não conseguiu pegar eles.

Merda.

Eu já estava entrando em pânico, pensando onde esse cara tava, com quem ele tava envolvido e quem seria a próxima vítima. Ninguém estava a salvo. E, até agora, não tínhamos pista nenhuma.

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