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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 133

O quarto dela estava vazio.

Merda.

Eu ainda tinha esperança de encontrá-la ali. Que estivesse indisposta e por isso não tivesse ido até a Lotus.

Mas bastou entrar para perceber, a cama estava milimetricamente arrumada, a escrivaninha estava vazia, a mesinha de cabeceira também.

Corri até o armário e abri as portas de uma vez.. Não tinha mais nenhuma roupa dela ali.

Peguei o celular e comecei a ligar, mas não parava de cair na caixa postal.

Mandei mensagem – não foi entregue.

Foi só então que percebi que a foto de perfil dela tinha sumido.

Ela tinha me bloqueado.

*

Fui até a cozinha, Inês estava lavando louça como se fosse uma manhã qualquer.

— Onde está a Bela?

— Viajou, doutor Vinícius.

— Viajou pra onde? — perguntei, sem acreditar na calma dela.

Inês continuou organizando os pratos.

— Inês! Pra onde a Isabela foi?

— Ela não me disse.

Foi nesse momento que entendi: Bela não queria ser encontrada.

Minha última esperança era meu filho. Se alguém nessa casa sabia de algo, era ele. Bela não iria sumir sem dizer nada a Thales.

Entrei no quarto dele e o vi deitado na cama, com os fones pendurados no pescoço enquanto rabiscava alguma coisa no caderno.

O que estava acontecendo naquela casa?

Por que ninguém parecia preocupado com o desaparecimento da Bela?

Foi só então que percebi uma coisa. Talvez eu fosse o único que não soubesse o motivo daquela viagem.. Ou pra onde ela tinha ido.

— Você sabe onde ela está — falei.

Ele não respondeu. Eu continuei:

— Thales, eu preciso...

— Por que você fez isso?

A voz dele saiu fria, séria, dura.

De um jeito que ninguém espera ouvir de um menino de dez anos.

— Fiz o quê? — perguntei devagar.

— O que você sempre faz!

Ele fechou o caderno com força e me encarou. Os olhos cheios de lágrimas.

— Sempre que alguma coisa boa acontece, você estraga! Afasta todo mundo! Faz todo mundo ir embora!

A voz falhou no final, mas ele não desviou o olhar.

— Ela foi embora porque você fez alguma coisa. Não adianta mentir!

— Filho...

— Sai do meu quarto. Sai!

Resolvi não piorar a situação e fui embora.

Fiquei parado no corredor.

Ele não estava errado.

Eu ainda não sabia exatamente o que tinha feito. Mas tinha certeza de uma coisa: a culpa era minha.

Sempre era.

*

Márcio estava sentado na minha cadeira, sem gravata, com os primeiros botões da camisa abertos. O folgado mexia no celular como se estivesse na sala da própria casa.

Foi ali que perdi o resto da paciência que ainda me restava.

Bati a porta com tanta força que ele deu um pulo na cadeira, se ajeitou em seguida enquanto limpava a garganta. Depois sorriu, na maior cara de pau.

— Onde ela tá? Você sabe?

— Bom dia pra você também, Vini.

— Márcio, não tô com tempo pras suas gracinhas!

— Eu não sei onde ela tá. Tá falando da Bela? — Ele voltou a se recostar na cadeira. — O que tá acontecendo? Se você não sabe onde ela tá, como é que eu vou saber?

— A Bela não apareceu pra trabalhar hoje.

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