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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 134

Estávamos em Noronha quando Marina atendeu uma ligação e fez uma cara de surpresa. Logo em seguida, ouvi ela dizendo:

— Tudo bem, sim. Pode chegar.

Desligou em seguida, olhou pra minha cara e falou:

— Bela, espero que não fique brava comigo.

— Brava por quê? — perguntei.

Marina disse em seguida:

— Olha, antes de viajar, eu encontrei o Daniel e acabei mencionando pra ele que eu e você iríamos tirar férias e que viríamos pra cá. Mas eu não imaginei...

Não deixei ela terminar a frase.

— Ele tá aqui?

— Bela, se você não quiser que ele venha, eu invento uma desculpa.

— Puta que pariu, Marina. Não era pra gente ficar afastada de tudo?

— Sim, era. É que eu realmente não pensei que o Daniel ia surgir aqui do nada.

Parei um pouco pra respirar. Por fim, dei de ombros.

— Ai, Marina, tudo bem. Deixa ele, né? E o lugar é público. Não posso impedir que ele venha pra cá.

— Desculpa, Bela. Estraguei tudo, né?

— Nem esquenta. Tá tudo bem — respondi, esperando que realmente estivesse.

Não muito tempo depois, avistei Daniel dando passos largos na areia da praia, com um sorriso característico dele.

— Meninas! — ele gritou. — Que coincidência ver vocês aqui.

Marina revirou os olhos.

— Que cara de pau, hein, Daniel?

Nos sentamos nós três. Confesso que a conversa foi leve. Aquelas conversas que existem com pessoas com quem você se dá bem automaticamente, quando não precisa fingir nem preencher espaços vazios só pra evitar um constrangimento. Nós três nos dávamos bem. E o bom humor de Daniel era, sim, algo de que eu nem sabia que precisava tanto naquele momento.

Quando chegou a noite, fui me sentar na beira do mar. Estava quente, e o mar fazia um barulhinho que me acalmava.

— Você está bem?

Percebi a voz de Daniel.

Olhei pra ele, que segurava os sapatos na mão e tinha as calças dobradas até quase o joelho.

— Tô tentando — respondi.

Ele não quis saber de mais detalhes. Apenas se sentou ao meu lado, e ficamos ali em silêncio por um tempo, com os pés na areia.

Não sei se foi a lua, mas, de alguma forma, Daniel pensou que podia se aproximar de mim um pouco mais. Percebi que ele tinha a intenção de me beijar e automaticamente virei o rosto.

— Desculpa — ele disse imediatamente.

— Não, tá tudo bem — respondi sem hesitar.

Ficamos juntos por mais um tempo olhando o mar. Por incrível que pareça, sem constrangimento, porque Daniel realmente pareceu entender que eu não estava pronta.

*

O dia mal tinha nascido e Marina já estava batendo na minha porta. Acordei ainda meio grogue e a vi sorrindo, super desperta e animada para o dia.

— Vamos dar uma olhada nas lojas, fazer umas comprinhas?

Não consegui negar. E também, o que eu tinha a perder em alguns minutos?

Me arrumei e desci com ela.

A primeira loja era pequena, e parecia bem de nicho, o que me agradava. Era de alta alfaiataria, mas tinha personalidade. Tinha cores vibrantes, algumas roupas oversized.

Marina percebeu pela minha expressão que eu tinha gostado, pegou na minha mão e já foi me puxando pra dentro da loja.

— E esse aqui? — ela disse, tirando um vestido da arara e me entregando.

Era de um amarelo-canário, com alguns decotes ousados que eu nunca teria me atrevido a usar.

— Marina, não. Isso daqui não é pra mim.

— Como você sabe que não é pra você se nem experimentou?

— Eu nunca usei um decote assim na vida.

— E por que não tenta? Experimenta. Não custa nada.

Fui até o provador e experimentei.

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