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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 52

As pessoas se afastaram, formando uma roda ao nosso redor. O holofote nos seguia e nós éramos o centro de tudo.

Vinícius me puxou pra perto dele.

A mão direita dele encontrou minha cintura enquanto a esquerda segurou minha mão. Firme. Quente. Eu coloquei a outra mão no ombro dele, sentindo o tecido do terno debaixo dos meus dedos, e tentei respirar normal, mas não deu certo.

— Relaxa — ele sussurrou perto do meu ouvido, e o hálito dele me arrepiou inteira. — É só uma dança.

Mas a mão dele estava nas minhas costas nuas, e não era uma mão educada, gentil, do tipo que fica paradinha no lugar. Não. Os dedos dele se moviam devagar, desenhando coisas na minha pele, descendo um pouco, subindo de novo, pressionando levemente como se ele quisesse me sentir melhor, como se não bastasse o jeito que nossos corpos já estavam colados.

Eu não sabia onde olhar. Se olhasse pra cima, ia encontrar o rosto dele. Se olhasse pra baixo, ia parecer que eu tava com medo. Então olhei pro lado, pro pessoal assistindo, mas foi pior ainda, porque percebi que todo mundo tava olhando pra gente.

— Olha pra mim.

A voz dele saiu baixa, quase rouca.

Eu obedeci. Levantei o rosto e me arrependi na mesma hora.

Vinícius tava me olhando de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Intenso. Daqueles olhares que você sente no corpo inteiro, que faz seu estômago revirar e suas pernas ficarem fracas.

A mão dele nas minhas costas apertou um pouco mais, me puxando pra mais perto ainda, e eu senti o corpo dele inteiro pressionado contra o meu. Peito contra peito. Coxa roçando na minha coxa. E tinha o cheiro dele também, aquele perfume caro misturado com algo que era só dele, algo que tava me deixando tonta.

A gente se movia devagar, seguindo a música, mas não era dança de verdade. Era outra coisa. Era o corpo dele guiando o meu, era a mão dele descendo até a parte de baixo das minhas costas, onde começava a curva da minha bunda, e ficando ali, os dedos pressionando, possessivos.

Eu tava ofegante. Percebi quando tentei respirar fundo e não consegui puxar ar direito. O vestido de repente tava apertado demais, quente demais, e eu tinha certeza que ele conseguia sentir meu coração batendo descontrolado, porque não tinha como não sentir. A gente tava perto. Muito perto.

Vinícius baixou o rosto, aproximando mais ainda, até que o nariz dele quase encostou no meu. Eu senti o hálito quente dele na minha boca.

Eu não conseguia pensar direito. Só conseguia sentir. A mão dele nas minhas costas. O peito dele subindo e descendo mais rápido que antes. A coxa dele se encaixando entre as minhas quando a gente girou de novo, e essa... essa foi a pior parte. Ou a melhor. Não sei.

Porque quando a coxa dele pressionou ali, bem ali, no meio das minhas pernas, eu senti uma onda de calor que me deixou molhada na hora. Molhada de verdade. E pior, eu gemi. Baixinho, mas gemi.

Vinícius ficou tenso. Eu senti o corpo dele inteiro endurecer contra o meu, e aí eu percebi outra coisa endurecendo também. Tinha algo duro pressionando na minha barriga.

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