Só conseguia prestar atenção no seu cheiro. Naquele cheiro simples de sabonete misturado com algo que era só dela. No calor do corpo atravessando o vestido e chegando até mim. No seu peso, que não era muito, mas era o suficiente pra me deixar completamente consciente de cada centímetro onde me tocava.
Meu pau estava totalmente duro agora. Pulsando. E ela estava sentada bem em cima dele.
Quer merda.
O que ela iria pensar de mim? Que porra de chefe era esse, que ficava de pau duro depois de toda aquela palhaçada de contrato… das dezenas de cláusulas que eu mesmo impus. Temi ter passado de todos os limites possíveis e ser pra sempre um tarado sem noção pra ela.
Tentei me mexer um pouco, tentar aliviar a pressão, mas só piorou as coisas, porque o movimento fez meu pau roçar mais ainda nela, e Isabela soltou um som baixinho.
Um gemidinho.
Caralho. Então ela também estava gostando.
— Tá tudo bem? — consegui perguntar, a voz saindo áspera.
— Tá — ela respondeu rápido, a voz trêmula. — Só tá apertado aqui.
Apertado. Ela não fazia ideia.
Isabela se mexeu de novo. Dessa vez pra frente, como se quisesse se afastar um pouco, dar espaço. Mas o movimento só fez a bunda dela esfregar no meu pau de um jeito que arrancou um gemido da minha garganta antes que eu pudesse segurar.
Baixinho. Mas ela ouviu.
Ela ficou imóvel de novo. E eu podia sentir a respiração dela acelerando, o peito subindo e descendo mais rápido.
Precisava fazer alguma coisa. Colocar as mãos em algum lugar. Qualquer lugar que não fosse nela.
Mas não tinha pra onde ir. A poltrona era pequena demais, e se eu colocasse as mãos nos braços de novo, ia parecer que eu tava tentando me afastar dela, e isso ia chamar mais atenção ainda.
Então coloquei as mãos na sua cintura. No segundo que meus dedos a tocaram, senti ela tremer. Foi sutil, quase imperceptível, mas eu senti.
E meu pau ficou ainda mais duro.
Meus dedos se moveram sem permissão, acariciando a lateral da cintura dela por cima do vestido. Devagar. Só um toque leve, testando, vendo até onde eu podia ir.
Isabela inclinou a cabeça pra trás. Só um pouquinho. Mas foi o suficiente pra apoiar no meu ombro, e agora ela estava recostada em mim, o corpo inteiro relaxando contra o meu.

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