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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 56

Andava apressada pelo salão enquanto tudo girava, ouvia as risadas ao meu redor, via os olhares maldosos. Pessoas sussurrando:

Olha a feia!

Essa mulher tá completamente deslocada, coitada!

Acho que eles nem vão se casar. Vinícius vai desistir dessa loucura!

Meu peito apertava, doía, queimava. Sem perceber eu estava correndo, esbarrando em pessoas, atraindo ainda mais olhares maldosos pra cima de mim. Tudo que eu queria era desaparecer, mas minha simples existência era o suficiente para provocar o contrário. Não tinha como eu passar despercebida por lugar nenhum.

Eu era sempre a atração. A aberração.

Tive que parar, minhas pernas estavam bambas e eu realmente não conseguia respirar. Foi quando senti uma mãozinha segurar a minha e apertar forte.

Era Thales.

Ele não falou nada. Acho que nem saberia o que dizer, mas com uma maturidade e sensibilidade absurda pra idade dele, tinha entendido. Aquele toque me ancorava de volta pro presente. Concentrei-me na respiração, em controlar a cadência.

Passados alguns instantes, olhei pro menino ao meu lado. Os olhos cheios de empatia e coragem e não me senti sozinha. Senti que ficaria bem.

— Olha só! Finalmente encontramos a noiva mais linda! — meu pai quase berrou, com um orgulho exacerbado que sempre me surpreendia.

Juliano estava ao lado dele, com alguns petiscos na mão enquanto olhava ao redor tentando achar mais coisas pra comer.

— Essa gente bacana não sabe dar festas! Cadê a comida de verdade? — meu pai falou mais baixo agora, próximo de mim, tirando uma gargalhada de Thales.

Os dois trocaram um olhar cúmplice e meu pai desarrumou o cabelo do menino que o olhava com intimidade, como se fossem família.

Me surpreendi. Em tão pouco tempo, já tinham se dado muito bem.

Seria muito mais difícil de me afastar quando tudo isso terminasse. Toda essa farsa. Thales iria sofrer... eu...

Meus pensamentos foram interrompidos quando vi que Vinícius se aproximava, pedindo licença pras pessoas enquanto tentava chegar perto de mim.

Respirei fundo, sabendo que agora não tinha mesmo como fugir, nem pra onde ir. Quando estava na minha frente, chegou a abrir a boca pra soltar mais alguma desculpa esfarrapada, quando chegou mais uma pessoa. O pai dele.

— Vinícius! — A voz dele era autoritária, fria.

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