Entrar Via

A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 86

— Inacreditável. Você é inacreditável, Márcio.

Ele nem pareceu se abalar. Fez aquela cara de sempre como se eu estivesse exagerando e fazendo um grande drama.

— Que culpa tenho eu — disse, abrindo os braços — se a Bela tava no maior papo com a Marina? Falando de campanha, de notas de perfume, de não sei mais o quê? A culpa é sua que não me atualiza, Vinicius. Fico de fora da sua vida, fico sem saber dos últimos acontecimentos…

— Você estava no laboratório com elas!?

— Dois minutos, cara. Fui lá buscar a Marina pra uma reunião e as duas estavam conversando tanto que nem me viram. — Márcio deu de ombros. — Aproveitei e comentei sobre a campanha. Qual o problema?

Nada nunca era um problema pro desmiolado do Márcio.

Passei a mão no cabelo, andando de um lado pro outro da sala. O problema era que Bela nem imaginava que eu e Márcio tínhamos conversado sobre a participação dela na Lotus como funcionária — muito menos como nova garota-propaganda da "Beleza Verdadeira". Eu precisava ter dado a ela a escolha de participar ou não, explicado o que esperava, pedido. Não simplesmente deixado que o Márcio abrisse a boca e fizesse parecer que eu já tinha decidido por ela. Como se eu estivesse usando ela de novo.

Que era exatamente o que eu estava fazendo, em algum nível, e isso estava me matando.

— E agora? — virei pra ele. — Hein, seu imbecil? Se ela achar que queria algo em troca, ela vai ficar muito brava. Ela pode me largar!

Quando percebi já tinha falado. Fechei os olhos como quem leva uma pancada.

Não adiantava tentar voltar atrás nem justificar, porque Márcio já estava sorrindo satisfeito, confirmando que estava certo. Ele se aproximou e colocou as duas mãos nos meus ombros com uma solenidade completamente desnecessária.

— Já tá rendido pela Bela, né? Eu tinha razão.

— Não fala merda.

— Você disse "ela pode me largar", Vinicius.

— Eu sei o que eu disse.

— Vestiu mesmo a camisa de homem apaixonado e comprometido. — Ele apertou meu ombro uma vez, como se estivesse me dando parabéns. — Tô orgulhoso de você.

Me desvencilhei dele e dei dois passos pra trás.

— Quer dizer que eu tinha razão... — Márcio constantou.

— Razão em quê? — perguntei, e eu sabia que não devia. Era uma armadilha óbvia, mas que se dane, estava cansado de esconder o tempo todo o que estava sentindo.

O sorriso do Márcio ficou ainda maior.

— O sexo com uma feia é de outro mundo, né?

Senti o rosto esquentar.

— Você é um idiota. — Virei as costas pra ele. — Cala a boca um pouco, pelo amor de Deus. As merdas que você fala tão me dando dor de cabeça.

— Não é merda, é sabedoria popular. Reconhecida internacionalmente.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá "Feia" e o CEO