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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 1

Se eu acreditasse em sinais do universo, a última hora seria um aviso claro de que a noite tinha tudo para dar errado.

Não gosto de nenhuma dessas músicas altas que estão tocando, não conheço ninguém aqui e já perdi minha amiga duas vezes em menos de dez minutos.

Três, se contar agora, quando Tiffany para para cumprimentar outra pessoa e já está se afastando.

— Não sai daí! — ela grita enquanto é puxada por um homem de cabelos longos.

Fico plantada no meio da boate, sentindo as pernas meio moles graças ao drink enjoativo que estou segurando.

Essa bebida doce me deixou tonta no terceiro gole.

— Ótimo, Tiff — resmungo, revirando os olhos.

Me viro para procurar um lugar um pouco mais calmo quando, de repente…

Bam!

Bato com tudo em algo duro. Muito duro. E a bebida que antes estava no copo vai parar direto no meu vestido branco.

— Ah, não… — murmuro, encarando o estrago.

— Merda — uma voz masculina diz acima de mim. — Me desculpe.

Levanto os olhos e… congelo.

O homem à minha frente é ridiculamente bonito.

Alto, ombros largos sob um terno escuro obviamente caro, cabelos escuros levemente despenteados, barba baixa e olhos verdes que me encaram com uma intensidade suficiente para me deixar vermelha.

— Você está bem? — ele pergunta, franzindo a testa enquanto observa meu vestido manchado.

— Estou — respondo rápido, tentando limpar o tecido com a mão. Péssima ideia, porque só piora. — É só… bebida.

— Deixa eu pagar outro drink para você — ele oferece, apontando para o copo vazio. — É o mínimo que posso fazer depois disso.

— Não precisa. Eu nem estava beb…

— Eu insisto — ele me interrompe, num tom que não soa exatamente como um pedido.

Meu queixo cai, completamente surpresa com a autoridade em sua voz. Para completar, ele se vira, esperando que eu o siga.

Que educado.

Ainda assim, vou atrás dele, porque ficar parada no meio da pista, meio tonta, procurando pela Tiffany feito uma idiota não parece a melhor escolha agora.

O homem anda rápido, e preciso quase correr para acompanhar o ritmo de suas pernas longas.

Mas, ao contrário do que pensei, ele não para no bar principal, onde a fila parece ter uns vinte quilômetros.

Ele segue para uma área isolada no canto.

Ótima decisão, Ivy. Agora esse derrubador de bebidas vai te sequestrar e traficar seus órgãos.

— Espera — digo, diminuindo os passos. — Acho que vou volt…

Paro de falar quando ele para em frente a umas cordas de veludo, ao lado de um segurança imenso e de uma placa discreta: VIP.

— Você vem ou vai ficar parada aí? — ele pergunta, passando pelo segurança.

Eu deveria dar meia-volta e ir atrás da Tiffany, fugir desse homem que aparentemente se sente na obrigação de me pagar outra bebida.

Mas a curiosidade de saber o que há atrás daquelas cortinas escuras me faz continuar andando.

Quando passo pelo segurança e entramos numa sala privada, um “uau” escapa da minha boca antes que eu consiga segurar.

Ainda dá para ouvir a música lá fora, mas bem mais baixa do que antes. As luzes não piscam, há sofás de couro claramente caros e até um garçom exclusivo à espera.

Como é bom ver rico vivendo…

— Bem melhor do que lá fora — comenta, se sentando em um dos sofás.

— Mil vezes melhor — admito, sentando ao lado dele.

O garçom entra e se aproxima rapidamente.

— Um whisky sem gelo e… — ele olha para mim, esperando.

— Qualquer coisa que não seja rosa nem enjoativa — digo, fazendo uma careta.

O garçom anota e desaparece, deixando um silêncio estranho pesar entre nós.

O homem olha para o relógio no pulso e suspira.

— Eu já estava de saída — diz, mais para si mesmo do que para mim. — Mas não vou embora depois de jogar bebida em você sem ao menos pagar o que prometi.

— Que cavalheirismo do século vinte e um — solto, irônica.

Ele levanta os olhos e finalmente mostra os dentes ao sorrir. Ou quase isso.

— Estou fazendo o que posso.

Nossas bebidas chegam antes que eu consiga responder. O garçom entrega um copo de whisky para ele e outro com algo transparente para mim.

— Gin tônica — explica, provavelmente ao ver um “ele trouxe água?” estampado na minha testa.

— Obrigada.

Pego o copo e tomo um gole mínimo. É forte como a bebida rosa que a Tiffany me deu, mas não é tão enjoativa.

Olho para o homem ao meu lado e percebo que ele também está me encarando.

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