“Ivy Collins”
Um ano e dois meses se passaram desde aquele pedido.
Mais de um ano tentando transformar um sim em uma cerimônia, porque, quando você é Lucas Sinclair, não aceita nada que não esteja exatamente certo.
Ele me levou ao limite em cada detalhe que insistiu em controlar pessoalmente.
Da lista de convidados às flores, que foram trocadas três vezes até finalmente chegarmos a um consenso.
Reclamei, mas não quis nada diferente.
E hoje estou aqui.
Admirando o vestido que levou dois meses para ficar pronto, no quarto reservado de um venue em Manhattan, que é exatamente o tipo de lugar que eu jamais imaginaria frequentar antes de tudo mudar.
Sophia se mexe, e desvio os olhos para ela imediatamente. Há uma semana, minha cunhada sorri toda vez que coloca as mãos na barriga.
Ela acha que está disfarçando bem o quanto está encantada com essa nova vida de apenas dez semanas.
Mas não está.
— Você percebe que está sorrindo para a própria barriga há quase cinco minutos, né? — comento, sem olhar para ela.
Ela abaixa os olhos imediatamente, como se tivesse sido pega fazendo alguma coisa criminosa.
— Não estava fazendo isso.
— Estava.
Ela revira os olhos, mas o sorriso que aparece não desaparece mais.
— Hoje é o seu dia — diz, apontando para mim. — Foco.
— Já estou focada.
— Você estava tomando conta de mim.
— Não tenho muitas opções enquanto espero o penteado ficar pronto.
A porta se abre, interrompendo nossa conversa.
Tiffany entra com Anthony no colo e aquela praticidade de quem consegue carregar um filho e um buquê ao mesmo tempo.
— Ele me viu e não quis mais ficar com a babá — diz, deixando o arranjo de tulipas em cima da penteadeira. — Então agora é nossa responsabilidade coletiva.
Anthony olha para mim com aqueles olhos grandes e sérios, como se já conseguisse entender alguma coisa.
— Oi, bebê da dinda — digo para ele.
Ele não responde, óbvio, mas abre um sorriso sem dentes que me faz derreter imediatamente.
— Não vai chorar de novo, né? — Tiffany pergunta, se sentando na cama. — Porque a maquiadora já está com cara de quem quer sair correndo.
— Isso é verdade — Sophia completa, rindo. — Se desperdiçar todas as suas lágrimas agora, não vai sobrar nenhuma para a cerimônia.
— Vou tentar me controlar, mas não prometo nada — murmuro, rindo.
Enquanto a cabeleireira continua mexendo nos meus cabelos, volto a olhar para o vestido. Meus pensamentos voam longe.
É incrível como tudo mudou nesses últimos cinco anos. Como tudo se encaixou tão bem.
Oliver já não é mais meu pequeno astronauta. Agora, com seus nove anos, aquela pequena obsessão por planetas e estrelas virou apenas uma lembrança.

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