Blake segura minha mão e andamos pelo tapete vermelho. Somos recebidos por uma chuva de arroz assim que chegamos ao final dele.
A festa acontece do lado de fora, com mesas espalhadas pelo jardim e música suave preenchendo o ar, enquanto as luzes penduradas nas árvores iluminam tudo com um brilho dourado.
É simples, mas lindo. Exatamente o tipo de coisa que nunca imaginei querer até perceber que, no fim, o que importava não era o tamanho da cerimônia.
Era ele.
Blake segura minha mão enquanto caminhamos entre as mesas, recebendo abraços e cumprimentos.
— Nunca achei que ver você casar fosse me deixar emocionalmente instável — Owen comenta, surgindo ao meu lado com uma taça na mão.
— Você literalmente chorou no seu casamento, Owen.
— E vou negar isso até morrer.
Abre a boca para provocá-lo um pouco mais, mas não tenho tempo para falar nada quando o DJ anuncia a primeira dança.
Blake segura minha mão e me conduz até o centro da pista no exato momento em que a música começa.
A mão dele desliza para a minha cintura, enquanto a outra permanece firme na minha mão. Instantaneamente, todo o resto da festa desaparece por alguns minutos.
Só existe nós dois.
— Então… — murmuro, deixando meu corpo acompanhar o dele. — Você dança.
— Você achou que eu deixaria nosso casamento nas mãos do improviso?
— Achei que você fosse me entregar um relatório com instruções táticas antes da música começar.
— Considerei a possibilidade — responde, rindo.
Blake me gira devagar, com cuidado por causa do vestido, e me puxa de volta imediatamente, como se me deixar distante por mais de dois segundos já fosse contra algum protocolo interno dele.
— Você está me olhando… diferente — comento, divertida.
— Estou tentando entender como tive sorte suficiente para isso.
— Isso foi assustadoramente romântico para alguém que quase transformou nosso relacionamento em uma operação militar.
— Avisei que não sou bom nisso.
— Mentira. Você só demorou para perceber que era.
A mão dele sobe um pouco pelas minhas costas, firme, quente, possessiva na medida certa. Então Blake encosta a testa na minha por um segundo, ainda dançando devagar.
— Sabe qual é a melhor parte? — pergunta, baixo.
— Qual?
— Não preciso fingir que não te quero.
— Ainda bem — sussurro, beijando-o.
A música termina mais rápido do que eu gostaria.
Blake me observa por um segundo daquele jeito que sempre desmonta tudo dentro de mim. Depois me solta, claramente a contragosto, quando Lucas se aproxima.
Aceito a mão do meu irmão, enquanto Blake se junta à mãe dele para dançar.
Ficamos em silêncio nos primeiros trinta segundos, com Lucas apenas me segurando pelo cotovelo do jeito que fazia quando eu era pequena e achava que precisava me proteger de tudo.
— Está feliz? — ele pergunta, por fim.
— Muito — respondo, sem hesitar.
Lucas assente devagar, me conduzindo pela pista por mais alguns segundos antes de falar de novo.
— Passei anos tentando garantir que ninguém chegasse perto o suficiente para te machucar.
— Eu sei.
— E, honestamente? — ele continua, olhando rapidamente na direção do Blake. — Achei que odiaria o homem que conseguisse isso.

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