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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 268

“Lucas Sinclair”

Passei a vida inteira tomando decisões. Algumas fáceis, a maioria não.

Aprendi cedo que hesitação tem custo, que clareza é mais útil do que conforto, que o mundo não para para esperar que você esteja pronto.

Mas, quando Ivy entrou no final do corredor com o vestido branco e os olhos presos nos meus… percebi que não há decisão que eu tenha tomado na vida que tenha pesado tanto quanto essa.

E que nenhuma foi tão certa.

Ela aperta minha mão quando o padre anuncia que é a vez dela, e sinto a leve pressão dos dedos dela nos meus antes que vire o corpo para mim.

— Lucas — começa, suave. — Quando aceitei trabalhar na sua casa, tinha um plano muito claro do que aquilo seria. Temporário, prático, necessário. Definitivamente, você não estava nesse plano.

Ouço algumas risadas baixas entre os convidados, mas não desvio os olhos dela.

— Você foi a coisa mais complicada que já aconteceu comigo — continua, com os olhos brilhando pelas lágrimas. — Teimoso, controlador, impossível de impressionar e completamente obsessivo por regras que só dificultavam tudo.

— Isso é um voto de casamento? — murmuro, baixo demais para o padre ouvir.

— Estou chegando lá — responde, sorrindo de lado. — Mas você também foi a primeira pessoa que me fez sentir que havia espaço para tudo que eu sou. Para a ambição, para a teimosia, para os planos que não cabem numa vida pequena.

Ela faz uma pausa, tentando enxugar as lágrimas.

— Ficou quando seria mais fácil ir embora. Você esperou quando eu precisava que esperasse. E me ensinou, sem precisar dizer em voz alta, que amar alguém não significa abrir mão de quem você é.

Aperto a mão dela, porque é o único movimento que consigo fazer agora sem perder o controle que tanto prezo.

— Aprendi coisas com você que não têm nome. Aprendi o que é ser escolhida todos os dias sem precisar provar nada. Aprendi o que é construir alguma coisa que não depende de sorte ou de circunstância, mas de decisão. Aprendi que família não é só sangue.

Sinto uma lágrima escorrer pela minha bochecha e limpo a garganta, tentando não chorar ainda mais.

— Então hoje, na frente de todo mundo que importa para nós, quero que você saiba que estou aqui. Completamente. Que escolho você, escolho os meninos, escolho essa vida que não planejei e que não trocaria por nenhuma outra.

A igreja inteira fica em silêncio.

Minha mulher me olha por um segundo, como se estivesse se preparando para concluir da melhor maneira.

— E… há mais uma coisa — diz, com um sorriso emocionado. — Estou… grávida. Parece que alguém resolveu chegar antes dos nossos planos.

Paro de respirar. Ela ri, com as lágrimas descendo de vez.

— Descobri hoje de manhã. Desculpa por não contar antes, mas…

Não a deixo terminar.

Passo o braço pela cintura dela e a puxo para perto. A encaro por um instante antes de unir nossos lábios, sem me importar com mais nada.

Quando me afasto, encosto a testa na dela.

— Você acabou de fazer o impossível — murmuro, com a voz trêmula. — Me transformou no homem mais feliz do mundo. Mais do que eu já estava.

Uma risada baixa surge em algum lugar da igreja. Depois, outra. Então, o padre limpa a garganta audivelmente.

— Entendo a empolgação, Sr. Sinclair — diz, com um sorriso. — Mas ainda não é a hora do beijo.

Me afasto levemente, sem soltar a cintura dela, e o homem nos olha com uma paciência que claramente já foi testada antes.

— Quase lá — completa, retomando a cerimônia com uma calma admirável.

Novas risadas surgem entre os convidados.

Sophia, atrás de nós, está com a mão na boca, tentando conter alguma coisa. Blake parece estar se esforçando para não rir e falhando miseravelmente. Tiffany e Owen riem sem nem disfarçar.

Ivy me olha de baixo para cima, ainda com um sorriso bobo nos lábios.

— Pode continuar — digo para o padre, como se eu tivesse alguma autoridade nesse momento.

Ele continua.

Ouço as palavras finais, os “aceita”, os “sim” que saem de nós dois sem hesitação. Quando o padre finalmente diz “agora sim pode beijar a noiva”, não espero nem meio segundo.

Seguro o rosto dela entre as mãos e a beijo sem pressa, ouvindo as risadas e os aplausos ecoarem pela igreja inteira.

Mas nada disso importa.

Só ela.

Só o fato de que Ivy está aqui, nos meus braços, carregando meu sobrenome e, agora, nosso filho.

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