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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 162

“Ivy Collins”

O sol mal nasceu quando acordo com um suspiro.

Mas não é meu. É do Lucas.

Abro os olhos devagar e o encontro sentado na beira da cama, de costas para mim, com o celular na mão e os ombros carregando aquela tensão que ultimamente não vai embora nem quando ele dorme.

— Está tudo bem? — pergunto, me espreguiçando.

— Está — ele responde, sem se virar.

Fico olhando para as costas dele por um segundo, e é impossível não perceber que isso é mentira.

Me sento na cama, passo a mão pelo cabelo e fico em silêncio por um momento, escolhendo como vou fazer isso.

Desde a visita à Lily, as coisas parecem mais difíceis. E, como se não bastasse, Lucas, talvez para não me preocupar, sempre dá esse tipo de resposta: “está tudo bem, não se preocupe”.

— Lucas.

— Ivy, não precisa…

— Você sabe que sempre respeitei sua decisão de não compartilhar cada dor de cabeça comigo — digo, antes que ele termine. — Mas precisa entender que não sou de vidro. Não vai me sobrecarregar dividir o que está te preocupando. Você não precisa me proteger de tudo, meu amor.

Ele fica em silêncio, com o celular ainda na mão e os olhos fixos na janela.

Depois, finalmente, se vira e me olha.

— Alfred está envolvido na morte da Lily — começa, devagar, como se pesasse cada palavra antes de soltá-la. — Temos o rastro, temos o depoimento de um sócio do escritório que registrou a empresa. E logo a polícia vai atrás dele.

— Então, por que você ainda parece estar preocupado?

— Porque a Blair continua limpa — ele diz, soltando uma risada sem humor. — Nenhum documento, nenhum rastro que chegue até ela.

Fico em silêncio por um segundo, tentando organizar o que isso significa.

— E hoje — ele continua, antes que eu pergunte — é o dia da visita dela.

Meu estômago aperta.

— Posso sair com o Oliver, se quiser — digo, antes mesmo de pensar direito. — Levo os meninos para algum lugar e ela não o encontra em casa quando vier buscá-lo.

— Não posso fazer isso — responde, balançando a cabeça. — Qualquer interferência intencional no acordo de visitação pode ser usada contra mim na partilha da guarda. E, se isso for parar num tribunal, piora tudo.

— Então o que fazemos?

— Deixamos acontecer — murmura, claramente odiando cada palavra. — Mas vou deixar alguém de olho neles. Por precaução.

Assinto, frustrada. Ele está certo. Nós dois sabemos disso. E, às vezes, estar certo é a pior parte.

Lucas me dá um beijo rápido e se levanta, enquanto permaneço sentada na cama, buscando uma solução que certamente não existe.

Alguns minutos depois, quando ele aparece novamente, já está naquele modo de quem precisa funcionar, independentemente do que está sentindo: terno, gravata… a armadura que coloca antes de sair.

Antes de pegar o celular, para na minha frente e me olha.

162. Uma Sensação Estranha 1

162. Uma Sensação Estranha 2

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