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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 177

Algumas horas depois, já durante a noite, Diana e John se preparam para ir embora.

Diana beija a testa do neto, promete voltar amanhã, depois se despede de Lucas com aquela formalidade deles que parece fria, mas que eu já aprendi a ler de outra forma.

Quando passa por mim, não diz nada, só assente levemente.

John aperta o ombro do filho, diz alguma coisa baixa demais para eu ouvir, e os dois saem.

O quarto fica ainda mais silencioso.

Oliver voltou a dormir há alguns minutos, exatamente como o médico disse sobre o sono ficar irregular nos próximos dias.

Sophia continua sentada na cadeira ao lado da cama, mas, diferente das últimas horas, ela não está olhando para o sobrinho — está olhando para nós com aquela cara de quem já decidiu alguma coisa mentalmente.

— Sophia, está tarde — Lucas diz, levantando a sobrancelha. — Você também não vai embora?

— Não posso.

— Por quê?

Ela nos olha, alternando entre os dois com uma calma quase irritante.

— Como posso ir embora vendo meu irmão e minha cunhada parecendo dois zumbis?

— Estamos bem.

— Lucas, você está com a mesma roupa de ontem, e a Ivy está com olheiras até o queixo — ela responde, com a paciência de quem já esperava exatamente essa resposta. — Quanto tempo faz desde que você dormiu pela última vez?

Ele não responde, e isso faz Sophia olhar para mim.

— E você, Ivy?

— Tirei um cochilo na sala de espera de madrugada — digo, o que é tecnicamente verdade, se três horas na cadeira bege contam como cochilo.

Sophia me olha como se eu tivesse dito algo muito inocente.

— Vocês vão para casa — ela diz, quase ordenando. — Dormem de verdade, comem alguma coisa que não venha embalada, tomam banho com calma. Eu fico aqui com ele.

— Não precisa — Lucas diz.

— Sei que não precisa, mas quero — ela responde, revirando os olhos. — Lucas, Oliver está estável. Os médicos estão aqui. Eu estou aqui. O melhor que você pode fazer por ele agora é chegar descansado amanhã e ter disposição para ele.

Lucas fica em silêncio, como se procurasse um argumento, mas claramente não encontra um. Então, olha para mim.

Não digo nada. Só deixo o olhar falar por mim, porque sei que ela está certa, e às vezes é mais fácil ceder quando não se precisa ser convencido em voz alta.

Ele solta o ar devagar.

— Se qualquer coisa mudar…

— Vou te avisar. Juro.

Lucas olha para o filho por um momento. Oliver dorme tranquilamente, com o rosto relaxado e a respiração regular.

— Volto em uma hora — ele diz, por fim.

Ele fica quieto, mas não é hesitação, é como se decidisse falar em voz alta o que com certeza já planejou mentalmente.

— Não vou fazer nada — ele diz, por fim. — Oliver é meu filho, e não há nada que mude isso. Nenhum exame, nenhuma verdade atrasada… nada. Ele é meu filho, Ivy. E vai continuar sendo.

— Mas… e se Jasper decidir contestar isso? — pergunto, colocando em voz alta a pergunta que não saiu da minha cabeça.

— Que tente. Quero vê-lo conseguir fazer isso — responde, dando de ombros. — Quanto ao restante, bem… isso é um problema meu, uma decisão minha. É justamente por isso que decidi não falar para ninguém sobre. Oliver não precisa ter suas certezas quebradas. Um dia, se necessário, teremos essa conversa com ele.

Fico olhando para ele por um momento.

Lucas Sinclair, que carrega tudo sozinho como se pedir ajuda fosse fraqueza, que passou dias inteiros num corredor de hospital sem desmoronar, que agora está decidindo, sem cerimônia, que o amor é mais real do que qualquer biologia.

— Tá bom — digo, por fim.

— Tá bom?

— Tá bom — repito. Não porque seja simples, mas porque, no meio de tudo isso… é o que faz sentido.

Ele me olha como se estivesse esperando mais.

— Eu só precisava saber que você tinha pensado — explico, com calma. — Que não era uma coisa que estava sendo ignorada.

— Nunca foi — responde, firme. — Oliver, você, Liam… são as pessoas mais importantes da minha vida. Minha família. Nada no mundo mudará isso. Nunca. Nem por um segundo.

Ele segura meu rosto, me puxando para um beijo calmo, como se quisesse que eu entendesse que não é só uma decisão.

É uma certeza.

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