Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 175

Três dias é tempo suficiente para o corredor da UTI pediátrica virar rotina.

Você aprende onde fica a máquina de café que não prepara uma bebida que parece água suja, qual enfermeira responde perguntas com paciência e qual só responde com “estável, sem alterações”, como se fosse um roteiro.

Aprende que a cadeira do canto é a mais confortável e que tem um cobertor bege que alguém deixou esquecido na sala de espera.

Hoje, porém, é diferente. Hoje, finalmente, deixamos a UTI pediátrica e a rotina torturante que ela significava.

Oliver está em um quarto comum.

A transferência aconteceu de manhã cedo, depois que os médicos confirmaram que os sinais dele estavam bons o suficiente para deixar o décimo quinto andar.

Lucas me ligou para dar a notícia antes mesmo de eu ter saído de casa, com aquele cuidado de quem está tentando não parecer tão aliviado quanto está.

O quarto é espaçoso, com um pequeno sofá no canto. Isso é muito mais do que a UTI oferecia.

Oliver está deitado na cama, com fios ainda presos ao corpo, mas em número menor. A sedação foi totalmente retirada nas últimas horas.

Agora é só esperar o tempo dele.

Lucas está sentado na cadeira ao lado da cama. Eu estou no sofá do lado oposto, com um café que já esfriou na mão. Nós dois observamos em silêncio, esperando.

— Ele mexeu o dedo — digo, de repente, me inclinando para frente.

— Eu vi.

— Estava dormindo ou…

— Só dormindo, meu amor — Lucas responde, calmo. — O médico disse que o pior já passou, se lembra?

Assinto, soltando um suspiro baixo, aliviado.

Passo mais dez minutos olhando para o rosto do Oliver. Então, quando desvio o olhar para Lucas, ele está me encarando.

— O quê? — pergunto, franzindo as sobrancelhas.

— Só estou olhando — responde, fazendo uma pausa. — Suas olheiras diminuíram.

— As suas não. Você precisa dormir.

— Eu sei.

Silêncio de novo, mas do tipo bom.

Lucas continua fingindo mexer no celular. Eu continuo fingindo ler o livro que trouxe. Os dois fingindo não acompanhar cada respiração do nosso pequeno.

Então, Oliver finalmente se mexe, no seu próprio tempo, claro.

Não é um despertar dramático. Não tem aquele momento de olhos abrindo de repente, como nos filmes.

É gradual, como alguém saindo de um sonho muito pesado: uma careta primeiro, depois um movimento de cabeça, e então as pestanas começam a se mexer lentamente.

Lucas larga o celular tão rápido que quase o deixa cair no chão e se aproxima do filho.

— Oliver — chama, e a voz dele sai baixa, quase um sussurro. — Oi, filho.

Oliver pisca algumas vezes, desorientado. Os olhos percorrem o teto, depois a janela, depois o pai.

Ele fica um segundo olhando para Lucas, como se estivesse tentando encaixar o quebra-cabeça.

— Papai — murmura, com a voz grossa de quem não falou quase nada em dias.

— Oi. — Lucas passa a mão no cabelo dele com cuidado. — Estou aqui.

Oliver pisca antes de fechar os olhos de novo. Por um momento, acho que voltou a dormir, mas logo ele os abre novamente, olha pelo quarto até parar em mim.

175. Absolutamente Normal 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO