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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 180

Em poucos minutos, estamos sentados à mesa, com uma pilha de panquecas suficiente para alimentar um batalhão.

Oliver devora a primeira com pressa, como se a Sra. Mallory não tivesse levado panquecas todas as vezes em que foi visitá-lo no hospital.

Liam come do lado dele, com chocolate até no queixo, enquanto discutem seriamente se dinossauros comeriam panquecas, se ainda existissem.

— Dinossauro come carne — Oliver diz, entre uma garfada e outra.

— Mas e se ele quisesse experimentar?

— Dinossauro não quer experimentar. Ele só quer carne, que enche o barrigão dele.

— Mas e se…

— Liam — Oliver interrompe, com a paciência de quem já explicou isso antes. — Dinossauro. Come. Carne.

Meu irmão considera por um segundo.

— Tá bom — ele cede, voltando para a panqueca. — Mas acho que o T-Rex ia gostar de panqueca de chocolate.

Oliver abre a boca, depois fecha e decide que não vale a energia. Mas, claro, o silêncio não dura nem cinco minutos, e logo os dois estão debatendo sobre algum planeta feito de panquecas.

O restante do café da manhã passa nesse ritmo.

Quando finalmente terminamos, ficamos na sala de estar, cada um aproveitando um tempinho com o pequeno astronauta.

Oliver circula por tudo, de pessoa em pessoa, como se estivesse fazendo o inventário de tudo que ficou parado esperando por ele.

Liam fica mais perto dele o tempo todo, como se quisesse garantir que o amigo não vai mais a lugar nenhum. Meu irmão tem cinco anos e já entende de lealdade melhor do que muita gente que conheço.

— Você finalmente vai poder descansar — Tiffany interrompe meus pensamentos, se sentando ao meu lado no sofá. — Vocês merecem, depois de tudo.

— É o que mais desejo, agora que tudo finalmente se resolveu — respondo, honestamente. — Mas valeu a pena, só para ver o Oliver bem.

Ela assente e toca meu joelho, sorrindo.

— Você foi incrível nesses dias, Ivy. Quero que saiba disso.

Rio, baixinho.

— Obrigada, Tiff.

Minha amiga cruza as pernas e logo mudamos de assunto, com ela falando sobre a empresa e como está trabalhando dobrado, graças à divulgação de um novo produto que merece o marketing à altura.

Aquele tipo de conversa que lembra que o mundo continuou girando enquanto eu estava parada num corredor de hospital.

Nossa conversa é interrompida alguns minutos depois, quando Lucas se vira para mim com as sobrancelhas franzidas.

— Você viu os meninos?

Nego com a cabeça, olhando para o canto da sala onde eles estavam. Depois, olho para o corredor. Silêncio.

E é exatamente esse silêncio que me preocupa, porque silêncio não é sagrado quando se tem duas crianças em casa.

Me levanto e Lucas vem atrás de mim. Percorremos o corredor até ouvirmos um murmúrio vindo do banheiro, que está com a porta entreaberta e a luz acesa.

— Tem certeza que tem que esfregar? — Liam pergunta.

— A enfermeira esfregava — Oliver responde, firme. — Mas ela usava uma coisa diferente.

— Sabão é pra lavar, então vai dar certo.

Fico parada por um segundo, olhando para a toalha na minha mão.

Quando desvio os olhos para Lucas, ele claramente está segurando o riso com as últimas forças.

— Nem pense nisso — murmuro, estreitando os olhos para ele.

— Não fiz nada.

— Até parece que você não ia…

Lucas não aguenta e começa a rir, balançando a cabeça.

— Eu sei que é errado, mas… — ele respira fundo, tentando se recompor. — Isso é muito a cara deles.

Solto o ar devagar, tentando manter a postura por mais dois segundos… e falho. O riso vem sem que eu consiga segurar.

— Meu Deus… — murmuro, passando a mão no rosto. — Não posso deixar esses dois sozinhos por cinco minutos.

— Pode, mas claramente não deveria — ele responde, ainda rindo. — Anda, vamos lá antes que eles decidam fazer outra besteira.

Finalmente paramos de rir e saímos do banheiro de mãos dadas. Quando chegamos à sala, Oliver já está contando para o avô o que estava aprontando.

Paro por um segundo, observando a cena.

Sei que o que eles fizeram foi errado e arriscado, mas há quinze dias, saí daqui correndo para o hospital, sem saber se Oliver ia voltar.

Agora ele está aqui, aprontando como sempre fez. Em casa. E isso é o suficiente.

É mais do que o suficiente.

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