Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 173

“Ivy Collins”

A mansão parece diferente quando entro.

Nada aqui mudou. Os móveis estão no mesmo lugar, a luz entra pelas cortinas do mesmo jeito, o cheiro de lavanda permanece no ar…

Mas eu estou diferente, e isso é suficiente para fazer tudo parecer levemente fora do lugar, como um quadro torto que ninguém ajeitou ainda.

A Sra. Mallory aparece no corredor antes que eu feche a porta, me dá aquele olhar que não precisa de palavras e assente levemente, como se confirmasse algo que já suspeitava.

Assim que chegamos à sala, Liam aparece com um biscoito na mão e aquela inocência de quem não sabe metade do drama que estamos vivendo.

— Você demorou — diz, parando na minha frente com a testa franzida. — Onde estava?

Abro a boca, pensando numa desculpa convincente, mas a Sra. Mallory é mais rápida.

— Eu não te disse que ela estava na casa da Srta. Sophia? — fala, com aquela naturalidade de quem mente com bondade sem piscar.

— Disse — ele responde devagar, como se estivesse repassando a informação mentalmente. — Mas é que ela demorou muito.

— Demorei mesmo — concordo, me agachando na frente dele. — Saudade de mim?

— Mais ou menos — responde, dando de ombros, o que claramente significa sim.

Seguro o riso e beijo o cabelo dele.

— E o Oliver? — ele pergunta, olhando para trás de mim. — Por que ele ainda não voltou?

— Ele ainda está com a mãe dele — respondo, mantendo a voz firme. — Mas já, já chega.

Meu irmão me encara por um segundo, mastigando o biscoito enquanto decide se aceita ou não a resposta.

Por fim, assente.

— Tá bom — diz, virando as costas e se sentando no sofá com a mesma rapidez com que apareceu.

Fico agachada por um segundo depois que ele se afasta, soltando o ar devagar.

A Sra. Mallory espera até que ele se distraia com o desenho para se aproximar.

— Como o pequeno Oliver está? — pergunta, baixinho.

— Estável — respondo, me levantando. — Grave, mas estável. Os médicos disseram que as próximas horas vão definir muita coisa.

Ela fecha os olhos por um segundo, como uma oração silenciosa, e assente.

— Vai descansar, menina — diz, num tom que não aceita recusa. — Você está com uma cara que me preocupa.

Não rebato, porque ela está certa e nós duas sabemos disso.

Subo as escadas segurando o corrimão com força demais, sentindo cada degrau como se as pernas tivessem decidido cobrar as últimas horas de uma vez só.

O quarto está do jeito que deixei: cama desfeita, a janela entreaberta, a roupa que eu usava jogada na poltrona. Normal. Familiar.

Vou direto para o banheiro e abro o chuveiro no quente.

Fico debaixo da água por mais tempo do que o necessário, deixando o calor relaxar meus ombros, meu pescoço… cada lugar onde a tensão foi se instalando ao longo da noite.

O cheiro de hospital vai embora aos poucos, misturado à espuma do sabonete que escorre pelo ralo.

173. Nada Mudou 1

173. Nada Mudou 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO