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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 188

A pergunta dele fica no ar por alguns segundos. Pesada demais. Sincera demais.

Desvio o olhar por um instante, deixando a mão descer pelo peito dele, só para ter algo em que me apoiar.

— Eu não sei — admito, por fim, em voz baixa. — Quer dizer… eu sei. Só não sei se posso.

— Como assim? — ele pergunta, franzindo as sobrancelhas.

— Eu amo o Oliver — digo, sem hesitar dessa vez. — Isso nunca foi dúvida.

— Então, qual é o problema, meu amor?

— O problema é que essa não é uma decisão que eu posso tomar sozinha. Ele é seu filho. Eu não quero prometer nada sem pensar nas consequências. Não é justo.

Respiro fundo, tentando organizar o que ainda parece embolado dentro de mim.

— Eu não quero entrar na vida dele desse jeito… e depois ter que sair — continuo, voltando a encará-lo. — Não quero ser mais uma perda, Lucas. Ele já passou por coisas demais.

Lucas fica em silêncio por um momento, absorvendo cada palavra.

— Você não é uma perda — ele diz, firme. — Nem para ele, nem para mim.

— Você entende o que eu estou dizendo — insisto, mais baixa. — Se isso for acontecer, precisa ser… de verdade. Não algo que a gente tenta e vê no que dá.

Ele me observa por alguns segundos, em silêncio, enquanto a água escorre pelo nosso rosto. Depois, segura meu queixo com delicadeza, levantando meu olhar.

— Você nunca vai ser um “ver no que dá” — responde, sério. — Já te dei várias provas do que eu quero. E o que eu quero é você na minha vida. Na vida dele. Na nossa vida. Isso não é sobre um título. É sobre o que a gente já é.

Engulo em seco.

— E se um dia isso acabar? — pergunto, tão baixo que mal ouço. — E se eu não conseguir ser o que ele precisa?

— Você já é — ele responde, sem hesitar. — Ou ele nem consideraria a possibilidade de te ter como mãe.

Fico em silêncio por um momento, deslizando a mão pelo braço dele, sentindo a pele quente, firme.

— Eu tenho medo — admito, finalmente.

Lucas encosta a testa na minha, fechando a distância entre nós.

— Sei disso, meu amor. E é justamente por isso que nunca vou te pressionar — diz, baixo. — O que você decidir, eu aceito. De verdade.

Respiro fundo, sentindo o coração apertar.

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