A pergunta dele fica no ar por alguns segundos. Pesada demais. Sincera demais.
Desvio o olhar por um instante, deixando a mão descer pelo peito dele, só para ter algo em que me apoiar.
— Eu não sei — admito, por fim, em voz baixa. — Quer dizer… eu sei. Só não sei se posso.
— Como assim? — ele pergunta, franzindo as sobrancelhas.
— Eu amo o Oliver — digo, sem hesitar dessa vez. — Isso nunca foi dúvida.
— Então, qual é o problema, meu amor?
— O problema é que essa não é uma decisão que eu posso tomar sozinha. Ele é seu filho. Eu não quero prometer nada sem pensar nas consequências. Não é justo.
Respiro fundo, tentando organizar o que ainda parece embolado dentro de mim.
— Eu não quero entrar na vida dele desse jeito… e depois ter que sair — continuo, voltando a encará-lo. — Não quero ser mais uma perda, Lucas. Ele já passou por coisas demais.
Lucas fica em silêncio por um momento, absorvendo cada palavra.
— Você não é uma perda — ele diz, firme. — Nem para ele, nem para mim.
— Você entende o que eu estou dizendo — insisto, mais baixa. — Se isso for acontecer, precisa ser… de verdade. Não algo que a gente tenta e vê no que dá.
Ele me observa por alguns segundos, em silêncio, enquanto a água escorre pelo nosso rosto. Depois, segura meu queixo com delicadeza, levantando meu olhar.
— Você nunca vai ser um “ver no que dá” — responde, sério. — Já te dei várias provas do que eu quero. E o que eu quero é você na minha vida. Na vida dele. Na nossa vida. Isso não é sobre um título. É sobre o que a gente já é.
Engulo em seco.
— E se um dia isso acabar? — pergunto, tão baixo que mal ouço. — E se eu não conseguir ser o que ele precisa?
— Você já é — ele responde, sem hesitar. — Ou ele nem consideraria a possibilidade de te ter como mãe.
Fico em silêncio por um momento, deslizando a mão pelo braço dele, sentindo a pele quente, firme.
— Eu tenho medo — admito, finalmente.
Lucas encosta a testa na minha, fechando a distância entre nós.
— Sei disso, meu amor. E é justamente por isso que nunca vou te pressionar — diz, baixo. — O que você decidir, eu aceito. De verdade.
Respiro fundo, sentindo o coração apertar.

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